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IR: Empresas são pegas de surpresa por fim de subsídios e falam em aumento de custos

Associações apontam que propostas previstas na reforma tributária vão impactar os negócios já fortemente afetados pela pandemia

13 jul 2021 20h18
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As associações de empresas que podem ver o fim de seus subsídios com a versão da reforma tributária apresentada nesta terça-feira, 13, dizem que foram pegas de surpresa e que as propostas previstas no texto vão prejudicar os negócios já fortemente afetados pela crise econômica causada pela pandemia. Contudo, os grupos dizem que ainda aguardam mais informações sobre a proposta do relator Celso Sabino (PSDB-PA).

A Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac) afirmou que, no caso da cabotagem, existem benefícios que são repassados aos usuários e a sua retirada "de forma pouco avaliada" pode ser uma medida em sentido oposto ao que pretendeu o governo no projeto de lei da Cabotagem. "Os investimentos no Brasil precisam ser incentivados para afastarmos a volatilidade do mercado internacional como o que está ocorrendo com a navegação de longo curso que teve os valores de frete quadruplicados."

A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) disse que a medida afetará toda uma cadeia de fornecedores, varejistas, revendedoras, salões de beleza além de consumidores, "que serão penalizados com aumento de carga tributária".

"O texto traz prejuízos para a sociedade, que sofrerá com aumentos de preços, e restringirá o acesso da população de menor renda a produtos essenciais que promovem a proteção e a manutenção da saúde e o bem-estar da sociedade, evitando inclusive, gastos com o tratamento da saúde do brasileiro", escreveu a associação que representa setor de cosméticos.

Já a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) disse, por meio de nota, que a medida poderá significar mais custos para a aviação comercial, prejudicando um setor que já tem sido duramente afetado pela pandemia. A extensão desse impacto, porém, ainda está sob análise da Abear e de suas associadas.

Procurada, a Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (ABIMIP) não quis se posicionar. A Embraer, a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) e a Abrafarma (Abrafarma Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogaria) não retornaram até a publicação desta reportagem.

Estadão
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