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IGet mostra queda nas vendas no varejo em junho; atividade de serviços encolhe 

6 jul 2026 - 17h18
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As vendas no comércio ‌brasileiro encolheram 0,4% em junho ante o mesmo mês do ano passado, de acordo com o indicador IGet, desenvolvido pelo Santander no Brasil em parceria com a Getnet, empresa de pagamentos do grupo espanhol.

Na comparação com maio, o IGet ⁠Varejo Ampliado recuou 1,4%. Quando excluídos os segmentos de materiais ‌de construção e de automóveis, partes e peças (IGet Restrito), houve retração de 7,2% ano a ano e de 0,2% ‌na base mensal.

Entre os segmentos, na comparação ‌anual, artigos farmacêuticos mostraram declínio de 33,9%, seguidos ⁠por supermercados (-7,3), vestuário (-3%), combustíveis (-0,7%) e móveis e eletrodomésticos (-0,6%). O item outros mostrou acréscimo de 6,9%, enquanto material de construção registrou alta de 6,1% e automóveis, partes e peças registrou elevação de 19,1%.

Em relação a maio, combustíveis mostraram recuo de 4,9%, ‌acompanhado por vestuário (-4,6%), móveis e eletrodomésticos (-4,4%), materiais de construção (-3,9%), automóveis, partes ‌e peças (-2,5%), outros (-1,5%), ⁠artigos farmacêuticos (-0,2%) ⁠e supermercados (-0,1%).

O estudo também apurou forte desaceleração dos serviços prestados às famílias. ⁠O indicador de serviços ‌caiu 7,0% em relação ‌ao mesmo mês do ano anterior e recuou 5,9% em junho frente a maio. Os segmentos de alojamento e alimentação tiveram queda de 8,7% ano a ano e ⁠de 6,5% no mês, enquanto a subcategoria de outros serviços às famílias cresceu 4,2% ante o mesmo mês de 2025, mas recuou 1,2% ante maio.

"Os dados de junho reforçam uma perda de tração ‌da atividade econômica, especialmente nos segmentos mais sensíveis à renda disponível e ao crédito", afirmou o economista Henrique Danyi, ⁠do Santander.

Após meses de desempenho positivo, ele destacou que os serviços prestados às famílias e varejo voltaram a recuar, sugerindo que os efeitos da política monetária contracionista seguem presentes e que os estímulos fiscais do início do ano começam a perder força.

"Mesmo com eventos de grande apelo, como a Copa do Mundo, que tendem a impulsionar consumo em alimentação, bares, restaurantes, supermercados e bens ligados ao entretenimento, o resultado agregado de junho indica que esse efeito não foi suficiente para compensar a desaceleração mais ampla da demanda."

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