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Ibovespa tem alta discreta apoiada em Petrobras com avanço do petróleo

27 abr 2026 - 10h25
(atualizado às 11h37)
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O Ibovespa tinha uma alta modesta e frágil ‌nesta segunda-feira, com as ações da Petrobras entre os principais suportes, apoiadas pelo avanço do petróleo no exterior em meio à falta de novidades efetivas nas negociações para o fim do conflito no Oriente Médio.

Por volta de 11h20,  o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,12%, a 190.967,08 pontos. Na máxima até o momento, chegou a 191.339,93 pontos. Na mínima, a 190.456,54 pontos. O volume financeiro somava R$4,99 ⁠bilhões.

Em meio à estagnação nas negociações entre Estados Unidos e Irã e com o Estreito de Ormuz ainda ‌praticamente fechado, o barril do petróleo sob o contrato Brent subia 2,22%, a US$107,67. 

Fontes paquistanesas afirmaram que o trabalho para conectar os EUA e o Irã continuava, enquanto Teerã apresentou uma proposta para ‌primeiro acabar com a guerra e resolver o impasse sobre o ‌transporte marítimo no Golfo Pérsico, deixando para depois discussões sobre seu programa nuclear.

O presidente dos EUA, ⁠Donald Trump, cancelou, no sábado, a visita de seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner a Islamabad, a capital paquistanesa. "Se quiserem conversar, podem vir até nós ou podem nos ligar", disse Trump ao programa "The Sunday Briefing", da Fox News.

Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, cedia 0,09%.

Análise gráfica semanal do Ibovespa produzida pela equipe do BB Investimentos pontuou que, durante as duas últimas ‌semanas, o Ibovespa apresentou queda em seis dos nove pregões do período, chegando a testar, na sexta-feira, o suporte ‌nos 190 mil pontos.

"Caso se ⁠sustente acima desse nível, o ⁠Ibovespa retoma a jornada com objetivos em 192,6 mil, 194 mil e 198,7 mil pontos. Caso perca o suporte, ⁠o caminho para 180 mil pontos tem menos barreiras, o ‌que demonstra a assimetria negativa de ‌retornos", afirmaram os analistas em nota a clientes.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN avançava 1,74% e PETROBRAS ON subia 2,05%, em meio à alta dos preços do petróleo no exterior, com BRAVA ENERGIA ON e PRIO ON também com sinal positivo. PETRORECONCAVO ON era exceção com declínio de 1,93%.

• USIMINAS PNA ⁠subia 5,52%, com analistas do UBS BB reiterando recomendação de compra para os papéis e elevando o preço-alvo de R$9 para R$10, ainda analisando o resultado do primeiro trimestre e declarações de executivos da siderúrgica de sexta-feira.

• ASSAÍ ON valorizava-se 2,65% antes da divulgação do balanço do primeiro trimestre após o fechamento do mercado. Analistas do JPMorgan elevaram a recomendação das ‌ações do grupo para neutra ante "underweight", bem como o preço-alvo de R$9,50 para R$11.

• VALE ON recuava 0,59%, tendo como pano de fundo a estabilidade dos futuros do minério de ferro na China, com ⁠o movimento de reposição de estoques antes do feriado entre as siderúrgicas da China compensando embarques maiores vindos da Austrália e as margens fracas do aço.

• ITAÚ UNIBANCO PN perdia 0,45%, em dia de noticiário intenso para o setor, incluindo dados de crédito no país em março e proposta de medidas envolvendo o empréstimo consignado. Os CEOs dos maiores bancos privados do país também se reúnem com o ministro da Fazenda em São Paulo nesta segunda-feira. SANTANDER BRASIL UNIT era exceção entre os bancos do Ibovespa com alta de 0,98%. O banco reporta seu balanço na quarta-feira, antes da abertura do mercado.

• CYRELA ON caía 4,06%, com ações de construtoras como um todo na ponta negativa. O índice do setor imobiliário perdia 1,91%.

• MOTIVA ON recuava 2%, tendo também no radar a intenção do Grupo Mover de vender a totalidade das ações que detém da companhia, representativas de 14,86% do capital social, após oferta vinculante recebida do Bradesco BBI.

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