Tensão no Oriente Médio eleva cautela antes de super quarta
Petróleo segue acima dos US$ 100 após rodada de negociações ser cancelada por Donald Trump
No radar dos mercados, a semana combina o cenário geopolítico com uma agenda carregada de decisões de política monetária e indicadores relevantes no Brasil e no exterior. Nos Estados Unidos, ganham destaque a prévia do PIB do primeiro trimestre e o índice de inflação PCE. Aqui, o foco recai sobre o IPCA-15 de abril e, principalmente, a decisão do Copom sobre a Selic.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão da última sexta-feira (24) em queda de 0,33%, aos 190.745,02 pontos, impactado principalmente pelo aumento das tensões no Oriente Médio.
Os contratos de petróleo que operavam em alta durante a semana fecharam a sessão em queda diante da possibilidade de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, afetando o setor de commodities — as ações da Petrobras registraram perdas de 0,97% (ON) e de 1,28% (PN), acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional. Já a Vale fechou em leve queda de 0,12%.
No câmbio, o dólar registrou leve queda de 0,11% frente ao real, cotado a R$ 5, com a redução da percepção de risco no mercado financeiro diante da possibilidade de uma nova rodada de negociação entre Washington e Teerã.
No radar dos mercados, a semana combina o cenário geopolítico com uma agenda carregada de decisões de política monetária e indicadores relevantes no Brasil e no exterior. Nos Estados Unidos, ganham destaque a prévia do PIB do primeiro trimestre e o índice de inflação PCE. Aqui, o foco recai sobre o IPCA-15 de abril e, principalmente, a decisão do Copom sobre a Selic.
No Brasil, o Banco Central deve anunciar um novo corte de 0,25 ponto percentual. Entre as 37 instituições consultadas pela Agência Estado, 33 apostam em um movimento mais cauteloso de ajuste, refletindo um ambiente ainda desafiador.
A persistência do conflito no Oriente Médio, somada ao petróleo próximo de US$ 100, reforça a postura conservadora do Banco Central. Apesar de o câmbio mais comportado ajudar a aliviar parte das pressões, o cenário inflacionário segue sensível.
No cenário internacional, o cenário de tensão permanece, após o presidente Donald Trump cancelar o envio dos representantes Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para a nova rodada de negociações com autoridades iranianas no fim de semana.
Agora, uma nova proposta apresentada por Teerã adiciona complexidade ao cenário: segundo notícia da agência Axios, o país sugere reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar o conflito como condição inicial, deixando as discussões sobre seu programa nuclear para uma etapa posterior. Segundo autoridades americanas, o tema deve ser debatido em uma reunião convocada por Trump nesta segunda-feira (27), em Washington.
Nem mesmo a proposta iraniana de reabrir o Estreito de Ormuz e adiar as negociações nucleares foi suficiente para conter a alta das cotações. Nesta segunda-feira, o Brent/junho avança 1,15%, cotado a US$ 106,54, enquanto o WTI/junho sobe 0,85%, a US$ 95,20. Já o minério de ferro fechou estável em Dalian, na China, cotado a US$ 114,9/ton.
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