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Ibovespa renova recordes, mas queda de Petrobras adia marca inédita dos 200 mil pontos

14 abr 2026 - 17h34
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O Ibovespa ultrapassou os 199 mil pontos pela ‌primeira vez na máxima do dia, em meio a um cenário externo favorável a ativos de risco, após sinais dos Estados Unidos e do Irã indicando espaço para a continuidade das negociações.

A queda do petróleo com as perspectivas de alívio no conflito, porém, reverberou nos papéis da Petrobras, adiando o rompimento da marca inédita dos 200 mil pontos. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,33%, a 198.657,33 pontos, novo recorde de ⁠fechamento. No melhor momento, chegou a 199.354,81 pontos. Na mínima do dia, marcou 198.001,48 pontos. O volume financeiro no pregão ‌somou R$33,14 bilhões.

De acordo com o analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, o mercado está na expectativa de um desfecho favorável para a guerra entre os EUA e o Irã. "Investidores têm apostado que o Irã e os ‌Estados Unidos vão chegar em um acordo de paz."

Nesta terça-feira, a ‌percepção de alívio no cenário geopolítico encontrou apoio em notícias de que autoridades norte-americanas e iranianas podem retornar ⁠a Islamabad, no Paquistão, no final desta semana para novas conversas.

Em Nova York, o S&P 500, referência do mercado acionário norte-americano, subiu 1,18%, enquanto o barril de petróleo sob o contrato Brent fechou em queda de 4,6%, a US$94,79.

Mesmo sem um acordo e um ambiente ainda turbulento, acrescentou o sócio e advisor da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, tem prevalecido a interpretação de que a situação está "mais positiva".

Queiroz destacou, contudo, que o declínio do petróleo no ‌exterior acabou pesando nos papéis da Petrobras, o que "segurou" o Ibovespa. As ações preferenciais e ordinárias da petrolífera respondiam por ‌mais de 13% do índice para ⁠a carteira válida para o ⁠pregão desta quarta-feira.

"A festa dos 200 mil pontos foi, em parte, atrapalhada pela queda do petróleo (e seu efeito na Petrobras)."

O fluxo ⁠de estrangeiros continua como o principal suporte para as ações brasileiras, ‌com abril registrando entrada líquida de ‌R$14 bilhões até o dia 10, o que amplia o saldo positivo no ano para R$67,4 bilhões. Em todo o ano de 2025, o saldo ficou positivo em R$25,5 bilhões. 

DESTAQUES

-PETROBRAS PN caiu 3,82% e PETROBRAS ON fechou em baixa de 4,44%, em linha com o movimento do petróleo no exterior, que também ⁠enfraqueceu outras petrolíferas listadas na B3. PRIO ON cedeu 2,57%, BRAVA ENERGIA ON perdeu 0,47% e PETRORECONCAVO ON recuou 1,3%.

-ITAÚ UNIBANCO PN avançou 1,53%, com o setor favorecido pela melhora no apetite por risco no exterior. BRADESCO PN subiu 0,92%, BANCO DO BRASIL ON valorizou-se 2,55% e SANTANDER BRASIL UNIT fechou com elevação de 0,12%.

-VALE ON subiu 1,08%, em dia de variação modesta dos futuros ‌de minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian encerrou com variação negativa de 0,07%. Dados da Administração Geral de Alfândega do China, porém, mostraram que as importações de minério de ferro pela ⁠segunda maior economia do mundo aumentaram 11,5% em março.

-MBRF ON fechou em alta de 4,14%, após anunciar que conseguiu todas as aprovações necessárias de autoridades para formar uma parceria com o fundo soberano da Arábia Saudita no Oriente Médio, em preparação para uma futura oferta de ações (IPO) da Sadia Halal, plataforma de produção e distribuição da companhia na região.

-LOCALIZA ON avançou 4,47%, tendo também no radar relatório de analistas da XP, que elevaram o preço-alvo dos papéis de R$62 para R$65, bem como suas previsões para o lucro da companhia neste ano e em 2027. Para o balanço do primeiro trimestre, esperam forte crescimento de receita no aluguel de veículos e margens sólidas no serviço de gestão de frotas, além de aceleração de volumes e margens em seminovos.

-ONCOCLÍNICAS ON, que não faz parte do Ibovespa, subiu 4,88%, a R$1,29, revertendo fortes perdas no começo do pregão após o fim das negociações com Porto Seguro e Fleury. PORTO SEGURO ON e FLEURY ON, que estão no Ibovespa, fecharam em queda de 2,35% e alta de 2,43%, respectivamente.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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