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Dólar cai e se aproxima dos R$5 com dados da inflação e cessar-fogo no Oriente Médio

Recuo da moeda no Brasil segue tendência do exterior; quinta moeda americana encerrou com menor valor desde abril de 2024

10 abr 2026 - 09h14
(atualizado às 13h05)
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Mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2025 caiu de R$ 5,92 para R$ 5,90
Mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2025 caiu de R$ 5,92 para R$ 5,90
Foto: Agência Brasil / Estadão

O dólar aprofundou ‌a queda ante o real nesta manhã de sexta-feira, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, com os investidores globais voltando a demonstrar otimismo em relação ao cessar-fogo entre EUA e Irã.

Às 10h38 o dólar à vista cedia 0,89%, aos R$5,0175 na venda.

Na ⁠B3, o contrato de dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no ‌mercado brasileiro -- recuava 0,93%, aos R$5,0350.

Na quinta-feira, o dólar à vista encerrou com baixa de 0,80%, aos R$5,0626, o menor valor de fechamento desde ‌abril de 2024, impactado pelo cessar fogo ‌no Oriente Médio e a expectativa de reabertura do Estreito de ⁠Ormuz ao tráfego de petroleiros.

Ainda que a maioria dos navios em circulação por Ormuz ainda seja ligada ao Irã, com a área ainda fechada para outras bandeiras, as negociações para normalização seguem em curso. Representantes de EUA e Irã terão as primeiras conversas de paz no Paquistão, a partir de sábado.

Neste ‌cenário, o dólar sustenta baixas ante uma cesta de divisas fortes nesta manhã ‌de sexta-feira, além de ⁠recuar ante divisas ⁠de emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano.

"A redução da aversão ⁠ao risco com expectativa de cessar-fogo ‌e recuo do DXY (índice do ‌dólar) para abaixo de 100 provocaram alta do real nos últimos dias, que se aproximou da maior cotação do ano", destacou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em análise a clientes.

"O ⁠dólar... ainda tem espaço para cair um pouco mais a depender do movimento do DXY", acrescentou.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que em março o IPCA subiu 0,88% em relação a fevereiro, acima da taxa de 0,77% projetada por ‌economistas ouvidos pela Reuters. Nos 12 meses até março, o IPCA avançou 4,14%, também acima dos 4,00% projetados.

O IPCA de março acima do projetado pelo ⁠mercado fez as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de curto prazo subirem nesta manhã, com o índice reforçando as apostas de que o Banco Central cortará a Selic em apenas 25 pontos-base no fim do mês, e não em 50 pontos-base. Atualmente a Selic está em 14,75% ao ano.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses.

Às 11h30, o BC realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.

(Edição de Camila Moreira)

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