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Ibovespa recua e fecha abaixo de 175 mil pontos pressionado por Petrobras

27 mai 2026 - 17h08
(atualizado às 17h39)
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O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, com as ações da Petrobras entre ‌as maiores pressões, em meio ao declínio dos preços do petróleo no exterior, com investidores na expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

A Copasa foi destaque negativo, com a notícia de que fará mudanças na oferta de ações que pode levar à privatização da companhia, após propostas de potenciais investidores de referência ficarem aquém do pretendido pelo estado de Minas Gerais.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,48%, a 175.744,37 pontos. Na mínima do dia, recuou a 175.554,89 pontos. Na máxima, avançou a 177.640,02 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$22,85 bilhões antes dos ⁠ajustes finais.

O barril de petróleo sob o contrato Brent fechou em queda de 5,31%, a US$94,29, após a TV estatal iraniana noticiar um esboço preliminar e ‌não oficial para um acordo entre EUA e Irã sobre o fim do conflito e a reabertura do Estreito de Ormuz.

Os EUA negaram a reportagem, afirmando que se tratava de "pura invenção", enquanto o governo do Irã não se pronunciou.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse nesta quarta-feira que houve ‌algum progresso nas negociações, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que ainda não estava satisfeito ‌com um acordo com o Irã.

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou praticamente estável, sustentando-se em ⁠nível recorde. 

"Apesar da queda do petróleo e de sinais pontuais de avanço diplomático, o mercado segue sensível com o risco de prolongamento do conflito no Oriente Médio", afirmou o especialista em investimentos Bruno Shahini, da Nomad.

No Brasil, o IPCA-15 subiu 0,62% em maio, acima do esperado e maior alta para o mês em dez anos, sob pressão dos preços de energia elétrica e alimentos, com a taxa em 12 meses atingindo 4,64%, superior ao teto da meta do Banco Central.

De acordo com Shahini, o IPCA-15 acima do esperado reforçou a percepção de cortes mais graduais da Selic.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN recuou 1,43% e PETROBRAS ON ‌caiu 1,62%, na esteira da queda do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON cedeu 2,73%, PETRORECONCAVO ON perdeu 0,76% e BRAVA ON fechou negociada em ‌queda de 0,8%. O presidente Luiz Inácio Lula ⁠da Silva disse nesta quarta-feira que a ⁠Petrobras não pode pensar apenas em si mesma como empresa, mas sim levar em conta as prioridades do Brasil, colocando seu potencial à disposição do país. Lula também ⁠afirmou acreditar que falta pouco para a estatal anunciar qual a quantidade de petróleo que ‌existe na Foz do Amazonas.

• COPASA ON caiu ‌4,71%, após divulgar que a oferta pública secundária de ações registrada na semana passada será modificada, após instruções do acionista vendedor na operação, o governo de Minas Gerais. A companhia não divulgou quais mudanças serão feitas. Na noite de segunda-feira, acionistas da Aegea divulgaram a criação de um consórcio para fazer uma oferta por 30% da Copasa. Notícias na mídia também citaram oferta da Equatorial. Uma fonte próxima ao tema afirmou à Reuters ⁠nesta quarta-feira que as ofertas recebidas de interessados em serem investidores de referência da Copasa ficaram abaixo do mínimo pretendido pelo governo mineiro.

• AXIA ON recuou 1,76% e ISA ENERGIA PN cedeu 1,44%, tendo no radar decisão da 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) de anular parte de uma portaria do governo federal que trata de uma indenização bilionária que vem sendo paga a transmissoras de energia elétrica, via tarifas, e determinar que os valores já pagos às empresas devem ser compensados aos consumidores. A medida se refere ao ‌componente financeiro da chamada Rede Básica Sistema Existente (RBSE) e tem impacto para as receitas principalmente de Axia Energia e ISA Energia, que ainda detinham fluxos bilionários a receber nos próximos anos.

• COSAN ON recuou 6,31%, fechando em uma mínima desde outubro de 2015, a R$4,01. De acordo com documento ⁠enviado à Securities and Exchange Commission (SEC, que regula o mercado de capitais dos EUA), com data de 26 de maio, Rubens Ometto, presidente do conselho de administração da Cosan, vendeu 77.640 ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) da companhia a US$3,44 cada no último dia 22. A operação se deu por meio da Rio das Pedras, que pertence à holding Aguassanta.

• ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,65%, acompanhado por BRADESCO PN, que avançou 0,9% e SANTANDER BRASIL UNIT, que encerrou com acréscimo de 0,55%. BANCO DO BRASIL ON terminou com variação negativa de 0,19% e BTG PACTUAL UNIT recuou 0,92%.

• VALE ON avançou 0,46%, em sessão de fraqueza dos futuros do minério de ferro na China. No setor, USIMINAS PNA foi o destaque positivo, com salto de 5,9%. A siderúrgica divulgou na véspera que a BlackRock, em nome de alguns de seus clientes, adquiriu ações preferenciais do grupo. CSN ON cedeu 2,09%, enquanto CSN MINERAÇÃO ON subiu 2,66% e GERDAU PN encerrou com acréscimo de 0,55%.

• EMBRAER ON fechou em alta de 1,55%, retomando a tendência de recuperação iniciada no último dia 20, após uma pausa na véspera. Analistas do Bradesco BBI destacaram que a queda dos papéis desde o final de janeiro foi muito além das revisões efetivas nos fundamentos e que veem uma janela rara de entrada nos papéis. "Vemos catalisadores de curto prazo que podem levar a um 're-rating' das ações, incluindo possíveis pedidos do cargueiro C-390 pela Índia", afirmaram.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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