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ChatGPT e Google Gemini ganham proteções para as eleições 2026; entenda

As plataformas de inteligência artificial tentam criar salvaguardas para facilitar identificação de conteúdos sintéticos e garantir informações de qualidade

27 mai 2026 - 17h17
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Com a proximidade do período eleitoral de 2026, as principais empresas de inteligência artificial (IA) generativa tentam reforçar suas defesas para proteger a integridade dos processos democráticos. OpenAI, dona do ChatGPT, e Google, dono do Gemini, anunciaram uma série de medidas e parcerias para combater a desinformação, facilitar a identificação de conteúdos sintéticos e fornecer informações confiáveis.

Uma das ferramentas centrais nessa estratégia de transparência é o SynthID, uma marca d'água invisível e indelével criada pelo Google em colaboração com a Nvidia. A tecnologia, que agora passou a ser adotada também pela OpenAI, Elevenlabs e Kakao, é uma marca indelével que permite identificar conteúdos gerados por IA. Mais de 100 bilhões de imagens já contam com essa identificação.

Diferente de metadados tradicionais que podem ser facilmente removidos, o SynthID incorpora um identificador diretamente nos pixels das imagens ou nas ondas sonoras, tornando-se uma camada de segurança robusta.

Para reforçar essa iniciativa, a OpenAI lançou uma ferramenta de verificação pública que permite aos usuários checar se uma imagem encontrada na internet foi criada por suas ferramentas de IA, detectando tanto a marca SynthID quanto os padrões da C2PA (Coalition for Content Provenance and Authenticity) — que mostrará se a foto veio de uma câmera ou de uma IA. Antes, era possível identificar as marcas no Gemini, mas o CEO do Google, Sundar Pichai, anunciou que isso ficará mais fácil.

"Queremos que mais pessoas tenham acesso a essa tecnologia. Por isso, estamos expandindo para a busca no Chrome", disse Pichai, durante o Google I/O.

Tanto o ChatGPT quanto o Gemini têm 900 milhões de usuários no mundo, sendo as IAs mais usadas.

Para combater a propagação de dados falsos sobre a votação, a OpenAI confirmou parcerias com veículos de imprensa renomados no mundo. A partir do segundo semestre, usuários no Brasil e nos Estados Unidos terão acesso a contagens de votos ao vivo fornecidas pela Associated Press (AP) diretamente na interface do ChatGPT conforme os resultados forem apurados na noite da eleição.

"Desde 2024, temos aprimorado continuamente a qualidade das informações que as pessoas recebem ao perguntar ao ChatGPT sobre tópicos eleitorais e notícias de última hora. O ChatGPT pode pesquisar na web para fornecer respostas mais completas com links para as fontes, permitindo que as pessoas se aprofundem no assunto", diz a empresa em comunicado.

Além disso, o ChatGPT vai direcionar perguntas sobre logística eleitoral, como locais de votação e prazos de cadastramento, para fontes oficiais e parceiros como a Democracy Works, garantindo que o eleitorado tenha acesso a dados precisos e atualizados.

O plano de proteção da OpenAI também abrange a segurança digital das instituições envolvidas nas eleições. Através da iniciativa chamada "Daybreak" e do uso da ferramenta Codex Security, a empresa busca identificar e mitigar vulnerabilidades em softwares utilizados por administradores eleitorais.

Proibição de anunciantes

As diretrizes da OpenAI para 2026 incluem a proibição de que anunciantes usem as plataformas para veicular propagandas políticas direcionadas; a implementação de novos princípios de avaliação para garantir que as respostas do ChatGPT permaneçam objetivas e politicamente neutras; e o monitoramento constante por equipes de inteligência e segurança para combater tentativas de uso das ferramentas em campanhas coordenadas de manipulação ou desmobilização de eleitores.

Vale notar que os anúncios no ChatGPT estão em fase de testes nos Estados Unidos e ainda não disponíveis no Brasil. Os anúncios ainda não foram implementados no Gemini, embora o Google tenha sinalizado que isso deve acontecer nos próximos meses, começando nos EUA.

Estadão
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