Ibovespa ensaia melhora com Sabesp entre suportes em meio a exterior desfavorável
O Ibovespa ensaiava melhora nesta terça-feira, com Sabesp entre os suportes, após trabalhar abaixo dos 164 mil pontos mais cedo, quando prevaleceu a aversão a risco externa diante de preocupações com as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atreladas ao plano de comprar a Groenlândia.
Por volta de 11h40, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, avançava 0,35%, a 165.434,04 pontos, tendo registrado 163.574,67 pontos na mínima. O volume financeiro somava R$4,67 bilhões.
Wall Street ainda abriu com sinal negativo nesta terça-feira, após o feriado na véspera, pesando ameaças recentes de Trump sobre tarifas adicionais de importação para produtos de determinados países da Europa em sua busca para assumir o controle da Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca.
Na visão da equipe da Genial Investimentos, o modo defensivo nos mercados globais reflete a tensão entre Trump e aliados europeus em torno da Groenlândia, que ganha tração. "Somando as ameaças de tarifas contra produtos franceses, reacende-se o risco de um confronto comercial com a UE", acrescentou.
Também no radar está o noticiário envolvendo o próximo titular do Federal Reserve, com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmando nesta terça-feira que o presidente dos EUA pode chegar a uma decisão na próxima semana. "Estamos agora com quatro candidatos", afirmou em uma entrevista à CNBC.
Em Nova York, o S&P 500 recuava 1,43%.
DESTAQUES
- SABESP ON subia 2,52%, tendo no radar que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovaram a aquisição da geradora de energia Emae pela companhia de saneamento.
- VALE ON caía 0,57%, contaminada pela queda dos preços futuros do minério de ferro, em pregão negativo no setor de mineração e siderurgia. USIMINAS PNA era a maior queda, com declínio de 2,04%, seguida por CSN ON, com baixa de 1,09% e CSN MINERAÇÃO ON, com decréscimo de 0,9%. GERDAU PN era exceção com alta de 0,18%.
- ITAÚ UNIBANCO PN subia 0,1%, com bancos abandonando as mínimas e passando ao território positivo. BRADESCO PN avançava 0,74%, BANCO DO BRASIL ON ganhava 0,23%, SANTANDER BRASIL UNIT tinha elevação de 0,24% e BTG PACTUAL UNIT mostrava alta de 0,47%.
- PETROBRAS PN subia 0,56%, em dia de alta dos preços do petróleo no exterior. PETROBRAS ON avançava 0,82%.
- SUZANO ON perdia 1,25%, tendo como pano de fundo relatório de analistas do Citi, que cortaram previsão para o Ebitda ajustado no quarto trimestre em 3%, para R$5,2 bilhões, a fim de refletir preços realizados de celulose ligeiramente mais baixos e maior custo caixa por tonelada (COGS), parcialmente compensados por embarques mais fortes.
- MINERVA ON subia 2,15%, ampliando a recuperação após um começo de ano mais negativo. Desde que tocou uma mínima intradia desde agosto do ano passado, com queda de quase 12% nos quatro primeiros pregões do ano, o papel acumula uma valorização de mais de 12%. No setor, MBRF ON era negociada em alta de 1,4% nesta terça-feira.
- C&A MODAS ON avançava 4,76%, buscando uma trégua, após registrar mínimas intradia desde março nos últimos pregões, com a queda acumulada no ano até a segunda-feira superando 24%. No setor, LOJAS RENNER ON registrava acréscimo de 2,32%.
- COGNA ON registrava elevação de 1,39% e YDUQS ON valorizava-se 0,76%, com agentes financeiros ainda avaliando os potenciais desdobramentos do resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que pressionou o setor na véspera ao mostrar que cerca de 100 cursos de medicina em todo o país tiveram desempenho insatisfatório.