Ibovespa dispara e passa dos 182 mil pontos pela 1ª vez com IPCA-15 abaixo do esperado
O Ibovespa disparava nesta terça-feira, superando os 182 mil pontos pela primeira vez, impulsionado pelo clima positivo que tomou os mercados locais após os dados de inflação do IPCA-15 abaixo do esperado, além dos ganhos em blue chips que deram gás ao índice.
Às 11h34, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 2,06%, a 182.400,06 pontos, após ter atingido 178.852,46 pontos na mínima. No melhor momento, marcou 182.816,64 pontos.
O volume financeiro somava R$6,36 bilhões.
Prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,20% em janeiro, contra uma alta de 0,25% em dezembro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Contudo, a taxa em 12 meses até janeiro foi para uma alta de 4,50%, de 4,41% em dezembro, no limite do teto da meta contínua para a inflação.
"Esse dado surpreendeu positivamente o mercado e aumentou a confiança de que a política monetária restritiva começa a produzir efeitos mais consistentes sobre os preços. Com a inflação mostrando sinais de arrefecimento, cresce a expectativa por um corte de juros mais próximo, ou ao menos por um discurso mais brando por parte do Banco Central", disse em nota o analista da Levante Inside Corp. João Abdouni.
O BC iniciou sua reunião de política monetária nesta terça e divulgará sua decisão na quarta. A expectativa do mercado é de manutenção da taxa Selic em 15%.
Além do BC, o Federal Reserve também divulga sua decisão de juros nesta quarta. Embora a aposta majoritária também seja de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75%, a possibilidade do anúncio de um novo chair em breve e as preocupações dos investidores sobre a independência do banco aumentam as expectativas pelo encontro.
No exterior, as atenções também se voltam para os balanços de empresas norte-americanas, indo de montadoras a companhias aéreas.
DESTAQUES
- VALE ON subia 2,19%, na contramão do recuo dos preços dos contratos futuros do minério de ferro na China, que caíram pelo segundo dia consecutivo pressionados por preocupações persistentes sobre a demanda pelo principal ingrediente de fabricação de aço no país. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou a sessão do dia com queda de 0,51%.
- PETROBRAS PN valorizava-se 1,92%, dando suporte aos ganhos do Ibovespa, em linha com o comportamento do petróleo no exterior.
- BRADESCO PN ganhava 3,35%, com os bancos impulsionando os ganhos do índice. ITAÚ UNIBANCO PN avançava 3,17%, BANCO DO BRASIL ON tinha alta de 2,38%, SANTANDER BRASIL UNIT era negociado em alta de 2,9% e BTG PACTUAL UNIT tinha alta de 2,37%.
- YDUQS ON disparava 8,55%, após o Itaú BBA elevar a classificação do papel para outperform, junto com a ação da COGNA ON, que subia 2,42%.
- ASSAÍ ON subia 5,59%, impulsionada pelo recuo dos juros futuros.