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Ibovespa avança com negociações no Oriente Médio sob holofote em dia de feriado nos EUA

25 mai 2026 - 10h29
(atualizado às 11h21)
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O Ibovespa avançava nesta segunda-feira, endossado pelo cenário ‌externo favorável, com o barril do petróleo trabalhando abaixo de US$100, enquanto seguem as negociações no Oriente Médio.

Por volta de 10h45, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,34%, a 176.809,32 pontos. O volume financeiro somava R$1,44 bilhão, em pregão que tende a registrar liquidez reduzida dado o feriado nos Estados Unidos. 

A alta nesta sessão vem após o Ibovespa fechar em queda na última sexta-feira, cravando a maior sequência de perdas semanais desde 2018, ⁠em movimento ditado principalmente pela saída de estrangeiros das ações brasileiras.

"Os mercados iniciam a semana em ambiente de menor ‌liquidez, diante do feriado do Memorial Day nos Estados Unidos e de bolsas fechadas em parte da Europa e Ásia, mas sustentados por um viés construtivo em relação ao Oriente Médio", afirmou o analista Gabriel Mollo, da ‌Daycoval Corretora.

"O mercado passou a comprar com mais convicção a tese ‌de descompressão geopolítica após novas sinalizações de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para reabertura ⁠do Estreito de Ormuz e ampliação do cessar-fogo."

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira que há uma "coisa bastante sólida sobre a mesa em termos de capacidade de abrir o estreito, abrir o estreito (de Ormuz), entrar em uma negociação muito real, significativa e limitada no tempo sobre a questão nuclear, e esperamos que possamos realizá-la".

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, por sua vez, disse que uma conclusão foi ‌alcançada em muitos tópicos, mas isso não significa que "estamos perto de assinar um acordo". No momento, as conversações não tratam ‌da questão nuclear, que será negociada ⁠em um período de 60 ⁠dias se o acordo-quadro for aprovado, acrescentou.

Segundo Mollo, apesar de pontos centrais do acordo continuarem indefinidos, o mercado parece disposto a ⁠operar a direção do fluxo antes da confirmação formal do acordo, ‌reduzindo prêmios de risco em petróleo ‌e inflação global.

O barril sob o contrato Brent era cotado a US$98,53, em queda de 4,84%. 

Análise gráfica semanal do Ibovespa da equipe do BB Investimentos afirma que o Ibovespa retornou ao suporte construído em março, ao redor dos 175 mil pontos, e deve seguir pressionado nos próximos pregões.

"No gráfico semanal, essa linha ⁠chegou a ser rompida, mas o índice conseguiu uma retomada suficiente para se sustentar acima desse patamar, na esteira da recuperação das bolsas globais", afirmou, ponderando que a formação do gráfico mensal de longo prazo requer mais atenção, uma vez que aponta para um suporte mais distante, de 161 mil pontos, o que anularia os ganhos de 2026, caso o índice perca o patamar dos 175 mil ‌pontos.

DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN subia 1,57%, em dia positivo para o setor, com BRADESCO PN em alta de 1,42%, BANCO DO BRASIL ON subindo 1,67% e SANTANDER BRASIL UNIT valorizando-se 1,07%.

• PETROBRAS PN recuava 1,87%, minada ⁠pelo declínio do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON cedia 2,34% e BRAVA ON caía 1,42%, mas PETRORECONCAVO ON subia 1,46%.

• VALE ON cedia 0,51%, em sessão de oscilação modesta dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian encerrou com variação positiva de 0,06%.

• C&A ON avançava 2,41%, endossada pelo alívio nas taxas dos DIs, o que se refletia em outros papéis de consumo, com o índice do setor na B3 subindo 1,1%.

• DIRECIONAL ON tinha alta de 2,57%, também beneficiada pelo movimento na curva futura de juros no Brasil. O índice do setor imobiliário mostrava acréscimo de 1,43%.

• MILLS ON, que não está no Ibovespa, disparava 15,27%, a R$15,10, após seus acionistas controladores fecharem a venda da totalidade da sua participação, de 50,3%, para a francesa Loxam SAS ao preço de R$16 por ação, um prêmio de 22% sobre o preço de fechamento das ações na última sexta-feira. A Loxam ainda fará uma oferta pública de aquisição da totalidade das demais ações de emissão da companhia.

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