Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

IBGE: apenas três Estados têm recuo significativo do desemprego; veja quais são

Dados do Instituto mostram também que o desemprego de 'longa duração' teve recuo no País

22 nov 2023 - 11h40
(atualizado às 18h46)
Compartilhar
Exibir comentários

Rio - O mercado de trabalho no estado de São Paulo mostrou melhora na passagem do segundo trimestre para o terceiro trimestre deste ano, ajudando o bom desempenho do emprego nacional no período. A taxa de desemprego em São Paulo caiu de 7,8% no segundo trimestre para 7,1% no terceiro trimestre. Na média nacional, a taxa de desocupação caiu de 8,0% para 7,7% no período. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Criação de vagas com carteira assinada em outubro ficou acima do esperado.
Criação de vagas com carteira assinada em outubro ficou acima do esperado.
Foto: Agência Brasil / Estadão

Além de São Paulo, apenas mais duas Unidades da Federação mostraram redução na taxa de desemprego considerada estatisticamente significativa (com variação superior à margem de erro da pesquisa): Maranhão, de 8,8% para 6,7%, e Acre, de 9,3% para 6,2%.

A queda na taxa de desocupação no Brasil não foi um processo disseminado nos estados, mas a maior parte das Unidades da Federação mostra uma tendência de redução, ressaltou Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

No estado de São Paulo, houve geração de vagas, ao mesmo tempo em que diminuiu o número de desempregados e de pessoas na inatividade (que nem trabalham nem buscam emprego). As medidas de subutilização da força de trabalho também avançaram positivamente, com redução, inclusive, no desalento.

Em apenas um trimestre, houve abertura de 268 mil postos de trabalho, e a fila de desempregados encolheu em 170 mil pessoas em São Paulo. Além disso, 101 mil pessoas deixaram a inatividade.

O destaque na geração de vagas foi o grupamento de informação e comunicação, serviços financeiros, administrativos e profissionais, disse Beringuy. Em relação à qualidade do emprego, o mercado de trabalho paulista mostrou ainda avanço na carteira assinada no setor privado, com 213 mil vagas a mais em um trimestre.

"Em termos do mercado (de trabalho) local, é um resultado positivo", resumiu Beringuy.

A melhora também foi notada nas medidas de subutilização da força de trabalho no estado. Em apenas um trimestre, São Paulo reduziu em 270 mil o contingente de subutilizados. A queda na população desalentada - que não busca emprego por acreditar que não conseguiria encontrar uma oportunidade, por exemplo - foi de 96 mil pessoas no período.

O estado de São Paulo concentra 24,2% de toda a população ocupada no Brasil, seguido por Minas Gerais (10,6%), Rio de Janeiro (8,0%), Bahia (6,1%), Rio Grande do Sul (5,9%) e Paraná (5,9%).

"Perceba que também são os estados mais populosos", frisou Beringuy. "Os estados mais populosos são os que têm mais população ocupada, mas São Paulo figura despontando, com quase um quarto da população ocupada no País."

Considerando apenas São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três estados respondem juntos por 42,8% de todos os postos de trabalho existentes atualmente no Brasil.

Longa duração

Entre os que permaneciam desempregados, o País tinha 1,849 milhão de pessoas em situação de desemprego de mais longo prazo, ou seja, em busca de um trabalho há pelo menos dois anos. Se considerados todos os que procuram emprego há pelo menos um ano, esse contingente em situação de desemprego de longa duração subia a 2,795 milhões no terceiro trimestre de 2023.

Apesar do contingente ainda elevado, o total de pessoas que tentavam uma oportunidade de trabalho há dois anos ou mais encolheu 28,2% em relação ao terceiro trimestre de 2022.

Outras 946 mil pessoas buscavam emprego há pelo menos um ano, porém menos de dois anos, 14,2% menos indivíduos nessa situação ante o terceiro trimestre de 2022; 3,897 milhões de brasileiros procuravam trabalho há mais de um mês, mas menos de um ano, queda de 7,4%; e 1,624 milhão tentavam uma vaga há menos de um mês, um aumento de 3,2%.

Entre todas as Unidades da Federação, o estado do Rio de Janeiro tinha a maior proporção de pessoas em situação de desemprego de longa duração. Dos 979 mil desempregados existentes no estado no período, 37,7% procuravam trabalho há dois anos ou mais.

Em São Paulo, 18,5% dos 1,862 milhão de desempregados existentes no terceiro trimestre estavam em busca de uma vaga há pelo menos dois anos. Em Minas Gerais, 9,5% dos 675 mil desempregados do estado estavam nessa situação de desemprego de longa duração.

Desemprego maior entre mulheres e negros

A taxa de desemprego foi de 6,4% para os homens no terceiro trimestre, ante um resultado de 9,3% para as mulheres.

Por cor ou raça, a taxa de desemprego ficou abaixo da média nacional para os brancos, em 5,9%, muito aquém do resultado para os pretos (9,6%) e pardos (8,9%).

A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto foi de 13,5%, quase quatro vezes maior que o resultado para as pessoas com nível superior completo, cuja taxa foi de 3,5%.

Jovens mantém inatividade acima do pré-pandemia

Na passagem do segundo para o terceiro trimestre do ano, houve redução no número de pessoas em idade de trabalhar que estavam em situação de inatividade, ou seja, nem trabalhavam nem buscavam emprego. No entanto, essa população permanece em nível superior ao pré-pandemia, sustentada, sobretudo, pelos jovens de 14 a 24 anos, apontou Adriana Beringuy, do IBGE.

Em todo o País, 66,829 milhões de pessoas em idade de trabalhar eram consideradas inativas no terceiro trimestre de 2023, 3,665 milhões a mais que no primeiro trimestre de 2020. O contingente de desempregados no terceiro trimestre deste ano é 4,832 milhões menor do que no primeiro trimestre de 2020, e o número de pessoas trabalhando é 6,723 milhões superior.

"Embora esteja havendo melhoria muito consistente do mercado de trabalho, a população fora da força não voltou ao patamar registrado de antes da pandemia", disse Beringuy.

Na população de 14 anos ou mais, ou seja, em idade de trabalhar, 38,2% estavam inativos no terceiro trimestre de 2023. No primeiro trimestre de 2020, essa fatia era de 37,3%.

"Parece que está sendo mais influenciado pela população de menor idade, de jovens e adolescentes", apontou Beringuy.

Na população de 14 a 17 anos, 84,2% estavam inativos no terceiro trimestre de 2023, ante uma fatia de 81,7% no primeiro trimestre de 2020. No grupo de 18 a 24 anos, 31,3% estavam inativos no terceiro trimestre de 2023, ante uma fatia de 30,6% no primeiro trimestre de 2020.

Segundo Beringuy, é possível que haja maior dificuldade de inserção dessa população no mercado de trabalho, por falta de experiência, por exemplo. No entanto, houve melhora na taxa de escolarização nessas faixas etárias, o que indicaria uma priorização do estudo.

"A população de 14 a 17 anos fora da força não necessariamente é indicativo negativo. Essa população pode estar ausente da força de trabalho, mas pode estar estudando. E parece que é o caso. Como a gente vê nos indicadores de escolarização, a taxa de escolarização desse grupo aumentou bastante, como aumentou bastante também no grupo de 18 a 24 anos", declarou Beringuy.

Na população de 25 a 39 anos tampouco houve retorno ao patamar pré-pandemia: 18,7% estavam inativos no terceiro trimestre de 2023, ante uma fatia de 17,9% no primeiro trimestre de 2020.

Nos dois demais grupos etários, o patamar de pessoas na força de trabalho já superou o pré-pandemia. Na faixa de 40 a 59 anos, 25,9% estavam inativos no terceiro trimestre de 2023, ante uma fatia de 26,3% no primeiro trimestre de 2020. No grupo de 60 anos ou mais, 76,3% estavam inativos no terceiro trimestre de 2023, ante uma fatia de 76,8% no primeiro trimestre de 2020.

Estadão
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade