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Gripe aviária: 16 países retomam importação de frango brasileiro após fim de caso; veja a lista

Organização Mundial de Saúde Animal reconhece encerramento de caso, e governo declara fim da emergência zoosanitária em Montenegro (RS), onde havia sido detectada doença em ave de granja

25 jun 2025 - 19h37
(atualizado em 25/6/2025 às 18h30)
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BRASÍLIA - Após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o encerramento do caso de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) registrado em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, 16 países importadores retomaram a compra do frango brasileiro, informou o Ministério da Agricultura, em nota. A pasta declarou o fim da emergência zoossanitária em Montenegro. A decisão, assinada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, foi publicada em portaria no Diário Oficial da União. Anteriormente, a pasta havia divulgado que seriam 17 os países que retomaram as importações, informação corrigida nesta quarta, 25. O Japão ainda mantém algumas restrições.

A medida ocorre após o encerramento do foco da doença e do cumprimento do vazio sanitário de 28 dias. A emergência zoosanitária foi declarada pelo Ministério em 16 de maio, com duração de até 60 dias, para um raio de 10 quilômetros de onde a doença foi detectada. "Com o encerramento do período de vazio sanitário e sem novas ocorrências, o Brasil concluiu todas as ações sanitárias exigidas e informou a OMSA, recuperando novamente o status de livre da doença", esclareceu o ministério em nota.

Segundo a pasta, comunicaram ao governo brasileiro o fim das restrições ao frango nacional os seguintes países:

  • Argélia
  • Bolívia
  • Bósnia e Herzegovina
  • Egito
  • El Salvador
  • Iraque
  • Lesoto
  • Líbia
  • Marrocos
  • Mianmar
  • Montenegro
  • Paraguai
  • República Dominicana
  • Sri Lanka
  • Vanuatu
  • Vietnã

Ao todo, as exportações de carne de frango de todo o território brasileiro seguem suspensas para 15 destinos:

  • Albânia
  • Argentina
  • Canadá
  • Chile
  • China
  • Filipinas
  • Índia
  • Macedônia do Norte
  • Malásia
  • Mauritânia
  • Paquistão
  • Peru
  • Timor Leste
  • União Europeia
  • Uruguai

A lista de mercados para os quais ainda estão suspensas as exportações do frango brasileiro inclui as nações que suspenderam as importações de produtos avícolas do Brasil e para os quais o Brasil interrompeu a certificação das exportações conforme prevê o acordo sanitário estabelecido com cada país.

As suspensões temporárias e cautelares de compras de frango brasileiro de todo o território brasileiro, do Estado do Rio Grande do Sul, do município de Montenegro ou do raio de 10 quilômetros de onde o foco foi detectado estão previstas no protocolo sanitário acordado com o Brasil e os países importadores.

Há ainda 14 mercados para os quais estão impedidas as exportações de frango proveniente do Rio Grande do Sul

  • África do Sul
  • Angola
  • Arábia Saudita
  • Bahrein
  • Cuba
  • Kuwait
  • México
  • Namíbia
  • Omã
  • Reino Unido
  • Tajiquistão
  • Turquia
  • União EuroAsiática (Rússia, Belarus, Armênia, Quirguistão, Cazaquistão)
  • Ucrânia

Bósnia e Herzegovina e Montenegro retiraram a suspensão sobre o frango gaúcho.

Emirados Árabes Unidos, Catar e Jordânia suspenderam as compras de carne de frango e derivados do município de Montenegro (RS), onde o foco da doença foi detectado, conforme prevê o protocolo acordado pelos países com o Brasil.

Outros nove mercados limitaram a suspensão dos embarques para um raio de 10 quilômetros do foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP):

  • Cingapura
  • Coreia do Sul
  • Hong Kong
  • Japão
  • Maurício
  • Nova Caledônia
  • São Cristóvão e Nevis
  • Suriname
  • Uzbequistão

A expectativa do governo é de que após o encerramento do foco da doença em plantel comercial, mais países importadores flexibilizem as restrições ao frango nacional.

O Ministério da Agricultura comunicou cada país importador sobre a retomada do status de livre de gripe aviária em plantel comercial, mas o reconhecimento e autorização da retomada dos embarques depende da autoridade sanitária de cada país.

"O ministério permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando, de forma ágil e transparente, todas as informações técnicas necessárias sobre o caso. As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível", informou o ministério.

Estadão
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