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Gráfico de pontos ou não? Primeira projeção de Warsh para juros pode mostrar suas opiniões ao público - e a Trump

13 mai 2026 - 11h43
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Kevin Warsh enfrentará um momento importante em suas primeiras semanas ‌como líder do Federal Reserve uma vez que as projeções para a taxa de juros a serem divulgadas na reunião de junho poderão revelar ao presidente Donald Trump e ao mundo se Warsh é tão "dovish" quanto Trump espera ou se ele se afasta do pensamento mais convencional do Fed.

Isso se ele apresentar uma projeção e um "ponto" para o gráfico de pontos da taxa de juros.

Warsh pode optar por não participar, uma válvula de escape ⁠que ele poderia usar para ocultar suas opiniões sobre a taxa de juros, pelo menos em seus primeiros meses como ‌principal autoridade do banco central, escolhido a dedo por um presidente que deixou claro que espera que os custos dos empréstimos caiam.

"Essa seria uma questão estratégica para ele", disse o ex-presidente do Fed de St. Louis ‌James Bullard, atualmente reitor da Mitch Daniels School of Business da Purdue ‌University.

Faltam cinco semanas para a reunião do Fed de 16 e 17 de junho e, com ⁠a confirmação de Warsh ainda em andamento no Senado, a assinatura da Casa Branca nos documentos de confirmação em seguida e a posse agendada, "talvez ele possa simplesmente dizer que não tenho nada a acrescentar desta vez", disse Bullard.

Embora as projeções trimestrais para os juros, que mostram onde as autoridades esperam que a taxa do Fed esteja no final do ano, sejam anônimas, aspectos importantes da perspectiva de Warsh provavelmente ficariam evidentes se fossem comparados com os ‌de outro indicado de Trump, o diretor Stephen Miran.

Miran está ocupando a cadeira da diretoria do Fed que Warsh ‌deverá assumir, e terá que deixar o ⁠banco central quando Warsh tomar ⁠posse. Desde que entrou para o Fed em setembro, as projeções de Miran têm sido muito mais baixas que a ⁠de seus pares, um fato óbvio no "gráfico de pontos" e no ‌pedido de Miran por cortes agressivos ‌nos juros.

Quando o "ponto" de Miran desaparecer, a menos que Warsh ofereça uma visão similarmente fora do consenso sobre os juros - algo que levantaria questões imediatas sobre sua independência em relação a Trump - seu "ponto" desaparecerá efetivamente no conjunto de visões mais convencionais contra as quais Trump tem se insurgido.

Não seria inédito recusar uma ⁠projeção.

Bullard parou de enviar estimativas de longo prazo para o relatório trimestral do Fed sobre as projeções econômicas e de taxa de juros, argumentando que as previsões além de um horizonte de dois a três anos estão fadadas a estar erradas, confundindo o público e minando a credibilidade do Fed.

O Fed cancelou totalmente suas projeções em março de 2020, pois a pandemia da Covid-19 paralisou partes ‌da economia e tornou inútil até mesmo as previsões de curto prazo.

Isso também seria consistente com a aversão geral de Warsh à "orientação futura" sobre as próximas decisões de política monetária. Ele acredita que oferecer muitas informações ⁠antecipadamente limita as autoridades. Desde 2007 o Fed tem expandido constantemente os dados que divulga sobre as projeções trimestrais das autoridades, acrescentando as projeções de juros em 2012, quando a taxa permanecia próxima de zero e o banco central sentiu que a orientação era importante devido à incerteza sobre quando o Fed poderia sair do "limite inferior zero".

Porém, em tempos econômicos mais normais, muitos no Fed concordam com Warsh que as visões no Sumário de Projeções Econômicas são facilmente mal interpretadas como uma "promessa" de política monetária, em oposição a um conjunto de até 19 projeções descoordenadas baseadas em suposições diferentes e até mesmo conflitantes.

É provável que Warsh busque mudanças nos Sumários, um empreendimento que ele pode combinar com a decisão de adiar seu "ponto" inaugural, disse Ellen Meade, ex-assessora sênior da diretoria do Fed e atualmente professora de economia da Duke University.

"Ele poderia simplesmente decidir: tenho muito o que fazer em junho, por que preciso dessa dor de cabeça?" Disse Meade. Ele poderia até mesmo incentivar seus pares a adiar completamente os sumários, com o objetivo de fazer correções em alguma data.

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