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Governo do DF se prepara para pedir R$ 3,3 bi ao FGC como opção para socorrer o BRB

Medida deve compor uma cesta de opções em estudo para capitalizar o banco, que deve ter perdas pela compra de carteiras do Master

10 mar 2026 - 09h40
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BRASÍLIA - O governo do Distrito Federal (GDF) pretende pedir um empréstimo de R$ 3,3 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para socorrer o Banco de Brasília (BRB). Os recursos devem compor uma lista de opções que o Executivo estuda para injetar recursos no banco público, e só devem ser usados em última instância, já que implicam pagamento de juros.

O Banco de Brasília corre contra o tempo para publicar o seu balanço do terceiro e quarto trimestres de 2025 até 31 de março, apontando as perdas pelo seu envolvimento com o Banco Master. A nova gestão do BRB, contudo, quer já apresentar a solução para os problemas.

A estratégia do comando do banco é solicitar o empréstimo enquanto prepara o lançamento de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com nove imóveis oferecidos pelo governo distrital e aprovados em um projeto de lei na semana passada. A estimativa é que, com os imóveis, seja possível uma injeção de R$ 6,6 bilhões no patrimônio do banco.

BRB quer vender os ativos do Master que estão no balanço do banco
BRB quer vender os ativos do Master que estão no balanço do banco
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Estadão

Entre as medidas em estudo, também fazem parte do plano o uso desses imóveis como garantia para um empréstimo, não só com o FGC, mas também com um sindicato de bancos, e a venda da BRB Financeira. Em paralelo, o BRB também quer vender os ativos do Master que estão no balanço do banco.

Conforme o Estadão apurou, a intenção do BRB é lançar um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) com os ativos do Banco Master. O banco estatal tentou vender essa carteira para bancos privados, mas não teve sucesso. Segundo integrantes do BRB, o mercado tem oferecido um preço menor aos ativos, e a venda deixaria um "buraco" no balanço. Por isso, a estratégia é esperar as carteiras se valorizarem.

O Banco de Brasília comprou R$ 12,2 bilhões em crédito inexistente do Master, o que resultou na Operação Compliance Zero, e levou à primeira prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. Esses créditos podres foram trocados por outros ativos, mas a sua precificação e venda são incertas.

O BRB já tentou vender esses ativos para outros bancos, mas o deságio (desconto) pedido foi considerado muito elevado pela cúpula do banco público. O entendimento é o de que pode ser melhor fazer essa venda em condições mais favoráveis, posteriormente.

O Banco Central, como mostrou o Estadão, também quer que o BRB apresente o seu balanço já com a solução de aporte pelo acionista controlador, sob risco de ter que aplicar a resolução 4019, uma espécie de cartão amarelo no banco.

Estadão
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