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Governo discute tarifas de Trump com empresários; veja quem participou de reunião

Grupo irá ouvir setores sobre impacto do anúncio de tarifas de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil; além de ministros, comitê conta com embaixadores

15 jul 2025 - 11h48
(atualizado às 11h56)
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BRASÍLIA - A primeira reunião do comitê criado pelo governo federal para discutir com o setor produtivo ações de proteção ao Brasil frente às tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contou com a presença de 18 representantes executivos de diferentes segmentos.

Entre os presentes no encontro desta terça-feira está o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, além de representantes dos setores de maquinário, siderurgia e têxtil.

O nomeado Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais foi oficializado no decreto que regula a Lei de Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/25).

Como primeira missão, o grupo terá o objetivo de ouvir os setores empresariais para detectar as implicações do anúncio de tarifas de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, a partir do dia 1º de agosto. O comitê, além de ministros, conta com embaixadores.

Comitê do governo discute tarifas de Trump com empresários
Comitê do governo discute tarifas de Trump com empresários
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Na avaliação do governo, setores que produzem bens tecnologicamente avançados, com demanda mais específica e concentrada, tendem a ser os mais impactados caso as tarifas norte-americanas sejam mantidas. Isso porque esses segmentos enfrentam maiores dificuldades para redirecionar suas vendas a outros mercados.

Entre os itens manufaturados com peso relevante nas exportações brasileiras para os Estados Unidos destacam-se, por exemplo, aeronaves e máquinas voltadas para o setor de energia.

Já no caso dos produtos básicos, o impacto tende a ser menor, pois sua comercialização é menos dependente de nichos específicos. A exportação desses itens favorece uma realocação mais ágil para outros mercados, que tendem a ser redirecionados com mais facilidade a outros países e regiões do que os bens manufaturados.

Na semana passada, a Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda, avaliou que o impacto do aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos para o Brasil de 10% para 50% tende a ser pouco significativo no crescimento de 2025, embora alguns setores da indústria de transformação possam ser especialmente prejudicados. A análise constou no Boletim Macrofiscal divulgado na última sexta-feira.

Veja os representantes do setor produtivo que participaram da reunião:

  • Francisco Gomes Neto, Presidente da Embraer;
  • Ricardo Alban, Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI);
  • Josué Gomes da Silva, Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp);
  • José Velloso, Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq);
  • Haroldo Ferreira, Presidente-Executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados);
  • Janaína Donas, Presidente-Executiva da Associação Brasileira do Alumínio (Abal);
  • Fernando Pimentel, Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit);
  • Paulo Roberto Pupo, Superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci);
  • Paulo Hartung, Presidente Executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá);
  • Armando José Giacomet, Vice-Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci);
  • Rafael Lucchesi, CEO da Tupy;
  • Giovanni Francischetto, Superintendente da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas);
  • Edison da Matta, Diretor Jurídico e de Comércio Exterior do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças);
  • Cristina Yuan, Diretora de Relações Institucionais do Instituto Aço Brasil;
  • Daniel Godinho, Diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Weg;
  • Fausto Varela, Presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado do Espírito Santo (Sindifer);
  • Bruno Santos, Diretor Executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Ferroligas e Silício Metálico (Abrafe);
  • Alexandre Almeida, Diretor do Grupo Rima.
Estadão
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