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Governo ampliará bloqueio de despesas de ministérios, diz Durigan

21 mai 2026 - 19h19
(atualizado às 20h01)
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O governo federal anunciará ‌na sexta-feira uma ampliação do bloqueio de gastos de ministérios para respeitar o limite de despesas deste ano, disse nesta quinta-feira o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Atualmente, o bloqueio está em R$1,6 bilhão. Em entrevista à CNN Brasil, Durigan afirmou que apesar do bloqueio maior, não será necessário ⁠promover um contingenciamento -- trava ativada quando a equipe econômica vê risco de ‌descumprimento da meta fiscal do ano.

O governo agendou para 15h de sexta-feira a apresentação de seu relatório bimestral de receitas e despesas, que ‌avalia o andamento das contas federais e ‌aponta eventuais necessidades de cortes de gastos para atender a regras ⁠fiscais.

"A gente vai caminhar para um aumento de bloqueio, portanto, é o governo cortando na própria carne", disse o ministro.

Na entrevista, Durigan disse concordar que os juros no Brasil não são civilizados, acrescentando que o governo se incomoda com um custo elevado para a rolagem de sua ‌dívida pública.

Ele defendeu que o governo siga com uma trajetória gradual de saneamento ‌das contas públicas e ⁠ajude o Banco ⁠Central no controle da inflação, mas afirmou que as atuais pressões sobre preços foram ⁠geradas pela guerra no Irã, ‌não pela política fiscal do ‌governo.

Perguntado sobre o risco de medidas do governo estimularem o consumo e pressionarem a inflação, Durigan disse que "não é verdade que estamos injetando dinheiro para aumentar a demanda de maneira geral". Para ele, ⁠as linhas de crédito anunciadas até o momento, como as voltadas para caminhões e motoristas de aplicativo, são direcionadas a agentes impactados pelo choque da guerra no Irã.

DIRETORIAS DO BC

Na entrevista, o ministro disse ser contra "maiores atrasos" nas indicações de nomes ‌para diretorias do Banco Central, afirmando que deve conversar sobre o tema "em breve" com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele ponderou que ⁠ainda não tratou sobre esse assunto com Lula e disse que tem se concentrado em outros assuntos.

A diretoria do Banco Central está desfalcada desde o início do ano, com o Comitê de Política Monetária (Copom) tomando decisões de juros sem dois dos nove membros. O governo não indicou nomes para ocupar as cadeiras diante de dificuldades políticas no Senado, que é responsável por avaliar e aprovar as indicações.

Em outra frente, após o governo decidir zerar o imposto de produtos de pequeno valor comprados em plataformas internacionais, conhecido como "taxa das blusinhas", Durigan disse que o tributo é regulatório e, portanto, pode ser rediscutido ou retomado se houver algum "desarranjo" no sistema.

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