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Gol terá rotas para Lisboa, Paris e Orlando a partir do Galeão com novas aeronaves A330

Companhia terá quatro voos semanais do Rio para Lisboa (Portugal), a partir de setembro; na semana passada, já havia anunciado rota Rio de Janeiro-Nova York, para julho

12 mar 2026 - 21h50
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RIO - A Gol vai ampliar a oferta de voos internacionais a partir do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão - Antônio Carlos Jobim, em 2026. Orlando, Paris e Lisboa serão os novos destinos com a incorporação de cinco aeronaves de corpo largo Airbus A330.

O aumento da internacionalização, com a adoção de destinos inéditos para a companhia, marca um "novo capítulo" da história da Gol, segundo o CEO, Celso Ferrer. "Queremos transformar o Galeão num hub internacional com a chegada de aviões de longo curso. Fazer parte do Grupo Abra nos dá uma grande vantagem competitiva e nos coloca junto a outras companhias que já operam esses aviões", disse durante evento no Rio de Janeiro.

A inauguração da rota para Lisboa está prevista para 16 de setembro, com quatro frequências semanais. Paris terá data de estreia e frequência divulgadas posteriormente. Orlando, hoje atendida pela empresa a partir de Brasília e Fortaleza, ganhará quatro novas frequências diretas desde o Galeão.

Na semana passada, a companhia já havia anunciado o início da operação da rota Rio de Janeiro (GIG)-Nova York (JFK) para 8 de julho deste ano.

'Nosso crescimento é sustentável e se baseia na conectividade, em criar demanda dentro da própria malha', diz Ferrer
'Nosso crescimento é sustentável e se baseia na conectividade, em criar demanda dentro da própria malha', diz Ferrer
Foto: Alex Silva/Estadão / Estadão

Segundo Ferrer, a chegada das aeronaves Airbus A330 se dá após o processo de recuperação "que tornou a empresa mais forte e eficiente".

Tensões geopolíticas

O CEO da Gol afirmou que a empresa tem apresentado indicadores saudáveis e resilientes, o que a posiciona para momentos como os atuais, em que o aumento da tensão no Oriente Médio levou a uma disparada da cotação do petróleo, que traz reflexos de preços para o querosene de aviação.

"Em curto prazo, a empresa está preparada para lidar com as flutuações de preços que impactam todas as empresas (do setor). Todas possuem um certo nível de tolerância em relação aos custos", disse durante o evento no Rio de Janeiro.

Estratégia

Ao detalhar os planos de expansão da Gol com novas rotas intercontinentais, Ferrer afirmou que o anúncio de voos de longo curso vai puxar as demais novidades da companhia em 2026, quando a Gol vai completar 25 anos. Ele também vê o movimento como estratégico para apoiar o crescimento da empresa no mercado doméstico.

"Após o Chapter 11 (espécie de processo de recuperação judicial, adotado pela empresa nos EUA), nosso crescimento é sustentável e se baseia na conectividade, em criar demanda dentro da própria malha", disse.

Em relação às parcerias com outras companhias que operam nos mesmos destinos anunciados agora — Nova York (JFK), Orlando (MCO), Paris (CDG) e Lisboa (LIS) —, o executivo destacou a importância da manutenção de esforços em comum. "Temos muito orgulho das parcerias como TAP, KLM e American Airlines. Entendemos que agora chegou a nossa hora oferecer um novo nível de vantagens da nossa companhia. Isso vai nos dar competitividade no mercado doméstico", expressou.

O vice-presidente comercial da Gol, Mateus Pongeluppi, endossou a leitura. "Continuamos muito empenhados em manter as parcerias. Num primeiro momento, claro, há uma complexidade. Mas o valor que as companhias trazem uma para outra é algo muito positivo", acrescentou.

Expansão a partir do Rio

Os quatro voos semanais da Gol para Lisboa, a partir do Galeão — Antônio Carlos Jobim, representam um primeiro movimento no mercado português, que tende a ser ampliado futuramente.

"Lisboa tem muito a ver com a nossa estratégia de expansão a partir do Rio. Conseguimos quatro slots. Queríamos mais, mas vamos operar com esses. (A cidade do) Porto fica para um segundo momento, ainda sem data", disse Ferrer.

Segundo o vice-presidente comercial, Mateus Pongeluppi, endossou a leitura, a escolha de focar num primeiro momento em Lisboa é estratégica, já que há uma conectividade muito boa e uma base bem estruturada. "Algo que ainda está começando no Porto", observou.

Estadão
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