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Gestão Trump afeta busca de US$ 1,3 tri para financiamento climático, diz presidente da COP

Segundo André Correa do Lago, novos elementos de financiamento serão propostos no relatório feito pelo Brasil com sugestões; entre eles, estão a taxação dos super-ricos, de petróleo e de passagem aérea

19 set 2025 - 19h55
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NOVA YORK - As políticas do presidente Donald Trump impactam na busca pelo volume trilionário que o financiamento climático carece anualmente, alertou o presidente da COP-30, André Corrêa do Lago. Brasil e Azerbaijão trabalham em um relatório com sugestões para ampliar essa cifra de US$ 300 bilhões para US$ 1,3 trilhão por ano até 2035, que será no fim de outubro, às vésperas da Conferência do Clima.

"Impacta, naturalmente. Mas o que nós vamos mostrar, nesse relatório, é quais são os instrumentos que a gente acredita que podem ser usados para eventualmente a gente chegar a US$ 1,3 trilhão em financiamento climático por ano", disse ele, a jornalistas, em Nova York, nesta sexta-feira.

Segundo o embaixador, novos elementos de financiamento serão propostos no relatório. Entre eles, estão a taxação dos super-ricos, de petróleo e de passagem aérea. Somente o último poderia angariar US$ 80 bilhões, volume que é o dobro do volume somado de todos os fundos voltados para o clima, conforme Corrêa do Lago.

"Há várias indicações de diminuição de entusiasmo com a agenda do clima. Mas essas dificuldades estão aparecendo porque essa agenda avançou muito", avaliou Corrêa do Lago.

Corrêa do Lago afirmou que a expectativa é de que todos os países compareçam à COP-30
Corrêa do Lago afirmou que a expectativa é de que todos os países compareçam à COP-30
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Apesar disso, o embaixador não vê a COP-30 como a "mais desafiadora" do ponto de vista de negociação. "A COP mais difícil e mais bem negociada provavelmente foi a do México, em Cancún, porque foi logo depois de Copenhague, e, realmente, parecia que tudo estava desmontando", disse, elogiando o trabalho feito pelo México na ocasião. "Foi uma circunstância muito mais difícil do que a nossa", reforçou.

Corrêa do Lago afirmou que a expectativa é de que todos os países compareçam à COP-30. Sobre a presença dos americanos, que se retiraram do Acordo de Paris, os EUA poderiam enviar uma delegação técnica. Ele disse que não sabe se já há alguma reserva de hotel para enviados de Trump em Belém.

Sobre a crise dos hotéis, o embaixador afirmou que a presidência brasileira já garantiu quartos para países em desenvolvimento com preços "muito baixos" na COP-30. Geralmente, os valores duplicam ou triplicam. Em Belém, os preços saltaram de dez a 15 vezes, comparou Corrêa do Lago.

Por fim, ele evidenciou a importância da participação do setor privado na COP-30. "A sociedade civil e o setor privado, hoje, são essenciais para a COP", concluiu.

Estadão
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