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Furto de combustível em dutos da Transpetro cresce pela 1ª vez em 6 anos

14 jan 2026 - 19h03
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O número de furtos em dutos da Transpetro cresceu em 2025 pela primeira vez em seis anos, para 31 ocorrências contra 25 no ano anterior, com impulso de casos no Estado de São Paulo, informou a subsidiária da Petrobras nesta quarta-feira.

O aumento dos casos ‌de furto interrompeu uma trajetória de queda de aproximadamente 90% desde 2018, quando houve 261 registros, destacou a companhia de transporte e logística, ‌que opera uma malha de cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos em todas as regiões do país.

O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, afirmou que o aumento da atividade preocupa pelos riscos ambientais, de segurança e de abastecimento. Ressaltou ainda que o movimento ocorreu mesmo com investimentos contínuos em prevenção, da ordem de R$100 milhões por ano.

"Por isso, consideramos indispensável uma resposta integrada, envolvendo os órgãos de segurança pública, ‍além do endurecimento da legislação para desestimular essa prática criminosa", disse Bacci em comunicado à imprensa.

O Estado de São Paulo concentrou 70% dos casos registrados no ano passado, ou 22 furtos, contra 17 em 2024 e 16 em 2023.

"O aumento das derivações clandestinas em São Paulo não pode ser interpretado como evento episódico, mas como um risco estrutural e sistêmico", disse ‌Bacci, pontuando que o Estado concentra a maior malha dutoviária do país, com extensa capilaridade e ‌proximidade a centros urbanos, dentre outros pontos que facilitam atuações criminosas.

Segundo o presidente da Transpetro, São Paulo combina um mercado consumidor robusto e contínuo, que pode absorver rapidamente o produto furtado, com uma infraestrutura logística e viária que facilita o transporte e a distribuição clandestina.

Minas Gerais também apresentou aumento, passando de uma ocorrência em 2024 para seis em 2025, "sinalizando possível expansão geográfica das ações criminosas", segundo a Transpetro.

Por outro lado, o Rio de Janeiro apresentou redução significativa, passando de 13 em 2020 para apenas uma em 2025, como resultado de "ações integradas com as autoridades de segurança pública para coibir o furto de combustíveis em dutos e das ações preventivas adotadas pela Transpetro", segundo a companhia.

Para reduzir furtos em dutos, a Transpetro afirmou que seguirá em 2026 com uma estratégia que busca usar tecnologia para monitoramento e detecção, cooperação com órgãos de segurança e aproximação com comunidades vizinhas.

A companhia investe em sistemas com inteligência artificial para identificar tentativas de furtos, monitoradas 24 horas por centros de controle. Tais ferramentas, segundo a empresa, permitem alertar rapidamente autoridades, apoiando operações e investigações.

A Transpetro também atua como assistente de acusação em processos penais e mantém diálogo com moradores próximos aos dutos, incentivando denúncias anônimas por telefone e promovendo ações educativas sobre riscos à segurança e ao meio ambiente.

"Por ano, a Transpetro transporta cerca de 650 bilhões de litros de petróleo, derivados e biocombustíveis pelos dutos, o que significa tirar milhares de caminhões das estradas... É uma ‌operação estratégica que garante eficiência, segurança e menor impacto ambiental, essencial para o abastecimento de combustíveis no Brasil", disse Bacci.

A Transpetro opera atualmente 48 terminais, sendo 27 aquaviários e 21 terrestres, cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos e 33 navios. A companhia presta serviços a distribuidoras, à indústria petroquímica e demais empresas do setor de óleo e gás. A carteira da subsidiária da Petrobras conta com mais de 170 clientes.

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