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Fundadores da Tok&Stok e acionista rebatem Mobly e pedem que Justiça negue suspensão de OPA

Mobly alegou fraude na tentativa de aquisição do controle da companhia; empresa não comentou disputa judicial

29 abr 2025 - 10h25
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A disputa pelo controle da Mobly teve um novo capítulo. Na segunda-feira, 28, a acionista Home24 e a família Dubrule, dos fundadores da Tok&Stok, pediram à Justiça o indeferimento de solicitação feita pela Mobly de suspensão da Oferta Pública de Aquisição (OPA) proposta pelos Dubrule. A Home24 requereu ainda a remoção da poison pill do estatuto social da companhia. Poison pill é uma cláusula que protege acionistas minoritários em casos de ofertas hostis.

As defesas da família Dubrule e da Home24 pedem também a condenação da Mobly por litigância de má-fé, com multa de 10% sobre o valor da causa. Os Dubrule e a Home24 apresentaram ações separadas e o caso está sendo tratado na 1ª Vara Empresarial e de Conflitos de Arbitragem de São Paulo, como prevê o estatuto da empresa. Procurada, a Mobly não comentou.

Nos documentos entregues à Justiça, e obtidos pelo Estadão/Broadcast, ambas negam as acusações feitas na semana passada pela Mobly de que haveria fraude na tentativa de aquisição do controle da companhia, por meio de uma suposta negociação paralela à OPA conduzida pelos Dubrule com vantagem financeira oferecida à Home24. Eles acusam, por sua vez, a administração da Mobly de distorcer os fatos e agir por interesses particulares.

Mobly entrou na Justiça para suspender assembleia marcada para esta quarta-feira, 30, alegando que a OPA proposta pelos Dubrule seria ilegal
Mobly entrou na Justiça para suspender assembleia marcada para esta quarta-feira, 30, alegando que a OPA proposta pelos Dubrule seria ilegal
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

A Mobly entrou na Justiça para suspender assembleia marcada para esta quarta-feira, 30, alegando que a OPA proposta pelos Dubrule seria ilegal. Segundo a empresa, a Home24 teria um acordo para receber um pagamento superior ao dos outros acionistas, o que violaria regras de mercado.

A Home24 diz, em documento apresentado à Justiça, que parte da administração da Mobly estaria tentando impedir a venda de suas ações para viabilizar uma compra da empresa pelos próprios gestores (management buyout, na expressão em inglês) e assumir o controle da companhia.

Segundo o documento, o CEO da Mobly, Victor Noda, teria enviado um e-mail à Home24 em 9 de março deste ano dizendo que "ainda gostaria de discutir potencial compra da empresa que iria simplificar significativamente a saída da Home24".

"Esse ardil não ocorre à toa, serve para satisfazer o interesse individual de parte da administração da Mobly: seja para comprar a empresa ou seja para proteger as suas posições na companhia, evitando que o controle seja adquirido por um terceiro com quem mantêm desavenças", afirmou a Home24, em petição.

Controlada pela grupo XXXLutz e com 44,38% do capital social, a Home24 afirma que a Mobly está tentando evitar a venda dessa fatia acionária antes mesmo da própria Home24 avaliar se adere ou não à OPA.

Já a família Dubrule diz que a acusação da Mobly é "fantasiosa" e que não há qualquer acordo ou vantagem oculta. "A Mobly distorceu e-mails antigos para tentar fabricar uma história de fraude", afirmaram os advogados da família. Eles dizem que os documentos citados pela Mobly se referem a uma negociação privada realizada meses antes da OPA, que acabou não sendo concluída.

A Home24 acrescenta que a administração da Mobly já sabia há meses que a Home24 pretendia vender sua participação, mas preferiu usar as negociações antigas como argumento para tentar barrar a assembleia. A companhia alemã afirma ainda que a poison pill é uma cláusula que impõe condições duras para a venda de controle e, por isso, defende a sua exclusão do estatuto para destravar a liquidez das ações.

"No atual cenário da Mobly, a poison pill afasta qualquer possibilidade de liquidez não apenas da Home24, mas de todos os acionistas, porque o preço nela exigido é punitivo e afasta qualquer interessado em adquirir ações da companhia", diz.

Debenturistas recuam

A OPA está prevista para 15 de maio e, como condição precedente, a família Dubrule precisa do aval dos debenturistas para alterar a poison pill e aprovar a retirada da cláusula em assembleia de acionistas, marcada para quarta, 30.

A assembleia de debenturistas, que estava prevista para esta terça-feira, 29, foi cancelada pelo Santander, que a havia convocado. A intenção de realização de uma OPA foi anunciada pela família no final de fevereiro e o edital da OPA foi divulgado em 15 de abril.

Estadão
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