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França e Alemanha defendem criação de instrumento de resposta rápida da UE sobre comércio

5 out 2026 - 13h56
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Resumo
França e Alemanha propuseram à União Europeia a criação de um mecanismo de resposta rápida para retaliar distorções comerciais de outros países, tendo a China como foco implícito. Em carta enviada à Comissão Europeia, os líderes defenderam ferramentas mais ágeis contra subsídios, dumping e manipulação cambial, a fim de proteger a indústria do bloco. A iniciativa também sugere reduzir a dependência externa de insumos críticos e restringir o acesso ao mercado europeu para garantir a segurança econômica.

A ‌França e a Alemanha propuseram que a União Europeia fortaleça sua economia por meio da adoção de uma nova medida de ação rápida para retaliar os países que a prejudicam, sendo a China o alvo mais provável dessa proposta.

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler ⁠alemão, Friedrich Merz, enviaram uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula ‌von der Leyen, nesta segunda-feira, dez dias antes de os líderes da UE discutirem os desequilíbrios comerciais com a China em uma cúpula ‌em Bruxelas.

Eles afirmaram que "práticas sistêmicas que distorcem ‌o mercado" colocam em risco a economia e a base ⁠industrial do bloco, exigindo ação urgente.

A Comissão declarou que acolheu com satisfação a carta que acompanhava um documento apresentando as propostas franco-alemãs, afirmando que se trata de uma contribuição valiosa para o debate sobre riscos geoeconômicos e desequilíbrios globais. Acrescentou ainda que a proposta se alinha ‌à postura de Von der Leyen sobre competitividade e à sua abordagem ‌em relação aos parceiros comerciais, ⁠incluindo a ⁠China.

A nova medida não teria como alvo nenhum país específico, mas destaca o dumping, ⁠os subsídios generalizados e a ‌restrição à conversibilidade cambial — distorções ‌de mercado que, segundo muitos líderes da UE, a China pratica.

Autoridades alemãs afirmaram que a UE precisa de uma ferramenta tão poderosa quanto as tarifas da Seção 301 impostas pelos Estados Unidos ⁠ou as restrições da China às exportações de minerais críticos, em um novo mundo onde o comércio é cada vez mais utilizado como arma.

O bloco, segundo o documento, precisa empregar suas ferramentas de defesa comercial de forma mais rápida e ‌eficiente, com mais investigações e uma abordagem mais ampla para abranger setores inteiros.

O documento acrescentou que existe uma necessidade urgente de medidas para ⁠lidar com as importações de produtos químicos, PET e veículos híbridos.

A França e a Alemanha também afirmaram que a Comissão Europeia deveria propor dois novos instrumentos o mais rápido possível para concentrar os esforços da UE na diversificação e na garantia da segurança econômica.

O primeiro, já mencionado pela Comissão, visaria limitar a dependência das empresas de fontes únicas para determinados suprimentos críticos.

O segundo limitaria o acesso ao mercado único da UE para países que prejudicam as condições justas de mercado por meios políticos ou econômicos, sem especificar qual seria o gatilho para a reação da UE ou quais medidas a UE deveria tomar.

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