FGC ainda tem R$ 2,9 bi a pagar da quebra do Master e custo total ao fundo chegará a R$ 57,4 bilhões
Fundo divulgou balanço de 2025 e terminou o ano com R$ 123 bilhões de patrimônio líquido, com déficit de R$ 17,1 bilhões por provisões para pagamentos
BRASÍLIA - A quebra do conglomerado do Banco Master levará a um custo total para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 57,4 bilhões, incluindo o socorro aos correntistas e a linha de assistência de liquidez que foi concedida ao banco no ano passado. Desse total, R$ 2,9 bilhões ainda serão pagos ao longo de 2026.
Os números atualizados foram divulgados nesta terça-feira, 28, junto ao balanço de 2025. O FGC terminou o ano com R$ 123 bilhões de patrimônio, uma queda de R$ 17,1 bilhões em relação ao ano anterior.
"Foram meses de intenso trabalho das equipes e da Administração do Fundo em prol da manutenção da estabilidade do Sistema Financeiro Nacional", afirmou Daniel Lima, diretor-presidente do FGC.
Segundo o FGC, as liquidações do Banco Master, Master de Investimentos e Letsbank levaram à provisão de R$ 40,6 bilhões ao final de 2025 para pagamento de garantias aos credores, que teve início em 17 de janeiro de 2026.
"No início de 2026 ocorreram, ainda, as liquidações da Will Financeira e do Banco Pleno. Considerando essas ocorrências, o valor total estimado para pagamento de garantias alcança R$ 51,7 bilhões, enquanto o impacto combinado das liquidações e das operações de assistência totaliza aproximadamente R$ 57,4 bilhões nas reservas do Fundo", diz o FGC.
Injeção de R$ 32,2 bil
O FGC calcula que 870 mil credores foram cobertos pelas perdas com o Master. Com a saída de recursos do caixa, os bancos associados injetaram R$ 32,2 bilhões em março de 2026 no fundo, para recomposição do caixa.
"Com isso, o Patrimônio Líquido e a Liquidez do FGC atingiram os patamares de R$ 118,5 bilhões e R$ 110,9 bilhões em março de 2026, respectivamente", diz o órgão.
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