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Ferramenta de crise do Fed pode ser usada como arma, diz ex-FMI Kenneth Rogoff

28 jan 2026 - 15h33
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Uma ferramenta fundamental usada pelo Federal Reserve para estabilizar os mercados financeiros globais em tempos de crise pode ser usada como arma pelo governo Trump, disse Kenneth Rogoff, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), ao ser questionado sobre essa possibilidade.

As linhas ‌de swap do Federal Reserve, que emprestam dólares a outros bancos centrais durante períodos de turbulência no mercado, funcionam ‌como uma tábua de salvação crucial e foram amplamente utilizadas durante a crise financeira global de quase 20 anos atrás.

As preocupações com a política errática dos EUA aumentaram desde que o presidente Donald Trump retornou ao cargo no ano passado, com suas ameaças de tarifas contra aliados europeus abalando pressupostos de longa data.

Rogoff, que leciona na Universidade ‍de Harvard, disse que o governo poderia potencialmente usar linhas de swap como forma de pressão.

DÓLAR SOB PRESSÃO

"A instrumentalização do dólar não é novidade, isso acontece desde a década de 1950, mas não me surpreenderia se o governo Trump usasse essa instrumentalização, por exemplo, com linhas de swap", disse ele à ‌Reuters durante uma visita a Londres.

"Por exemplo, eles poderiam usá-lo contra o México ‌se houvesse um desacordo sobre tarifas."

Já no ano passado, as amplas tarifas de importação de Trump desencadearam um debate entre autoridades europeias sobre a possibilidade de criar uma alternativa ao apoio do Fed, reunindo dólares detidos por bancos centrais não norte-americanos.

Os EUA se beneficiam da enorme demanda global por seus ativos, incluindo sua moeda -- uma vantagem de longa data frequentemente descrita como "privilégio exorbitante".

Mais recentemente, analistas acompanharam os desdobramentos geopolíticos em torno da Argentina, depois que os EUA estenderam uma ajuda financeira ao país, que já possuía um acordo de swap cambial permanente de US$18 bilhões com Pequim.

No entanto, a retórica sobre possíveis tensões entre os EUA e a China relacionadas aos seus respectivos instrumentos de apoio não se intensificou. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou no final do ano passado que Washington lucrou com o acordo.

Questionado sobre os esforços da Europa para aumentar sua resiliência, Rogoff disse: "As linhas de swap terão mais significado quando a infraestrutura de back-office estiver desenvolvida."

O dólar voltou a sofrer pressão após Trump ter dito na terça-feira que o valor da moeda era "ótimo", quando questionado por um repórter se achava que ela havia caído demais.

Rogoff afirmou que a queda de longo prazo do dólar ‌antecedeu o desejo do governo Trump por uma moeda mais fraca.

Desde que Trump assumiu o cargo, em janeiro do ano passado, o dólar perdeu cerca de 10% em relação a uma cesta de moedas principais e está próximo de seu nível mais baixo em quatro anos e meio.

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