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Famosas investem no mercado de peças e acessórios usados com brechós de luxo

Populares, artistas como Luana Piovani, Deborah Secco e Fiorella Mattheis viraram sócias de lojas de roupas, bolsas e sapatos usados

17 set 2023 - 09h10
(atualizado às 09h21)
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Durante quase dez anos, Leilane Sabatini trabalhou no setor de energia elétrica, numa área tradicionalmente dominada por homens. Atuava como trader no mercado financeiro, comprando e vendendo ativos do setor. Ganhava muito dinheiro e gastava boa parte dele com bolsas, sapatos e roupas de grifes famosas.

"Um dia abri meu armário e percebi que não usava a maioria das peças que estava ali", conta ela, que decidiu vender os artigos nas redes sociais para pessoas conhecidas. Em pouco tempo, o hobby virou um negócio super-rentável. Leilane deixou o mercado financeiro e criou o brechó Cansei Vendi, que hoje tem mais de 10 mil peças de luxo anunciadas, de 135 marcas.

Para estruturar o site, recebeu recursos de um investidor anjo e, no marketing, contou com a atriz Luana Piovani, que se tornou sócia do brechó. A parceria deu tão certo que o negócio cresceu 200% entre 2021 e 2022 e 70% neste ano.

A atriz não participa da rotina diária da empresa, mas tem papel crucial na divulgação do negócio nas redes sociais, entre seus 4,9 milhões de seguidores - só no Instagram. "Fui convidada para ter uma 'loja' no site e sugeri a sociedade, aprovada pelos sócios. A sugestão veio do meu estilo de vida, de quem sempre acreditou nessa moda vintage", disse Luana.

"Isso casou com a minha ideia de contribuir de uma maneira mais efetiva para a sustentabilidade e cuidados com o planeta com o negócio do brechó", afirmou a atriz.

Segundo ela, além da sustentabilidade, há também o assistencialismo feito por meio da venda dos itens que não passam no controle de qualidade para serem vendidos nas lojas e são revendidos em bazar a preços simbólicos. O valor arrecadado é doado ao Instituto Eu Sou Peça Rara e seus parceiros.

Empresa abriu franquias

Com a chegada de Semenzato, a empresa passou a trabalhar com franquias em todo o Brasil. Hoje, além de sete lojas próprias, o Peça Rara tem 63 franquias espalhadas pelo País. Até o fim do ano serão 100 unidades.

Cada franquia custa, em média, R$ 300 mil (dependendo do tamanho da loja), e o faturamento pode chegar a R$ 100 mil já no primeiro mês.

O Cansei Vendi, cujo foco é online, também abriu uma loja física no ano passado na Alameda Lorena, em São Paulo. Na coleção do brechó, há clássicos e raridades, como uma bolsa Louis Vuitton Masters Collection Monet pintada a mão pelo artista americano Jeff Koons, edições especiais de Hermès Birkin e até uma clutch Fendi 1976 do museu MET (Metropolitan Museum of Art).

Algumas peças podem ter descontos de até 80%, mas em marcas badaladas, como Louis Vuitton e Chanel, o deságio fica entre 40% e 50% por causa da elevada demanda.

"Quando larguei meu emprego, diziam que eu era louca por largar tudo para vender bolsa usada. Hoje dizem que sou visionária", diz Leilane Sabatini.

Estadão
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