Europa deve revisar regras ou correrá o risco de declínio econômico, alerta grupo bancário
A economia da Europa corre o risco de ficar ainda mais para trás em relação a outras regiões a menos que a União Europeia revise a regulamentação que está prejudicando a capacidade de empréstimo dos bancos, alertou a Federação Bancária Europeia.
A situação atual não é "nem satisfatória, nem sustentável", disse o grupo em uma carta endereçada às autoridades da Comissão Europeia, incluindo a presidente Ursula von der Leyen.
"O cenário regulatório e de supervisão tem se tornado cada vez mais complexo e fragmentado", escreveu o presidente da federação, Slawomir Krupa, que também é presidente-executivo do banco francês Société Générale, na carta de 19 de janeiro vista pela Reuters.
"Os bancos, já sujeitos a altas exigências de capital, operam sob o espectro de novos aumentos."
Krupa citou dados que a federação reuniu para 2021-2024 mostrando que 15 grandes bancos tiveram de manter mais de 100 bilhões de euros em capital adicional devido a medidas de supervisão discricionárias.
Do capital líquido gerado, 90% foi destinado ao cumprimento dessas medidas, e 1,5 trilhão de euros em capacidade potencial de empréstimo foi perdido, disse a federação.
As taxas de crescimento econômico relativamente fracas da Europa há muito tempo incomodam as autoridades e as empresas, enquanto os esforços para integrar os diferentes setores bancários da região têm enfrentado dificuldades.
Um porta-voz da Comissão Europeia disse que a simplificação das regras é uma "prioridade central", com a Comissão já apresentando medidas para reduzir a complexidade e apoiar um mercado único mais integrado.
Entretanto, a simplificação não é responsabilidade apenas da Comissão, pois o Parlamento europeu, os governos nacionais e os supervisores também têm um papel a desempenhar, disse o porta-voz.