EUA não reduzirão tarifas sobre a China unilateralmente, diz Casa Branca
As taxas impostas pelos EUA sobre produtos chineses chegam a 145% como resultado das "ações retaliatórias" do país asiático
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quarta-feira, 23, que não haverá redução unilateral nas tarifas sobre produtos importados da China. A fala ocorreu após rumores de que o governo americano estuda a possibilidade de reduzir tarifas para um patamar entre 50% e 65%.
As taxas impostas pelos EUA sobre produtos chineses chegam a 145% como resultado das "ações retaliatórias" do país asiático. As tarifas da China sobre produtos importados dos EUA chegam a 125%.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse mais cedo que acredita que as tarifas excessivamente altas entre os EUA e a China terão que ser reduzidas para que as negociações comerciais possam avançar.
Bessent disse a repórteres, à margem das reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, que a redução das tensões é necessária para que as duas maiores economias do mundo possam equilibrar suas relações comerciais.
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O secretário também foi questionado se isso significa uma redução das tarifas de 145% dos EUA sobre produtos chineses e das tarifas de 125% da China sobre produtos norte-americanos.
"Acho que isso tem que acontecer porque, novamente, nenhum dos lados acredita que esses níveis sejam sustentáveis. Como eu disse ontem, isso é equivalente a um embargo, e uma ruptura entre os dois países no comércio não é do interesse de ninguém." (*Com informações da Reuters)