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Etanol evita 250 milhões de toneladas de CO2

Carros a álcool e flex deixam de lançar no ar média, por ano, de 13 milhões de toneladas de gases-estufa, diz estudo do governo

23 abr 2009 - 12h35
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Um estudo de 82 páginas denominado Contribuição do Brasil para evitar a mudança climática estima que a crescente adoção do álcool como combustível evitou a emissão anual de 13 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e), em relação ao uso de gasolina pelos veículos desde 1990. Assim, nos últimos 19 anos, 247milhões de toneladas de CO2 ou seu equivalente em outros gases que causam o aquecimento global deixaram de ser lançadas na atmosfera.

Estudo da prefeitura São Paulo mostra o peso dos combustíveis queimados pelos veículos nas emissões de gases de efeito estufa. De 1973 (o mais recente) o levantamento revela que a gasolina responde por 35,7% das emissões, à frente do óleo diesel, que emite 32,6% dos gases que causam as mudanças climáticas na capital paulista. Vale observar que de uma frota hoje superior a 6 milhões de unidades registrada na cidade, apenas pouco mais de 400 mil são veículos movidos a diesel.

De acordo com o trabalho do governo federal, o balanço final do álcool é altamente positivo, em função do processo de fotossíntese, em que a cana absorve a mesma quantidade de CO2 que é emitida durante a queima do álcool misturado à gasolina na forma de anidro ou puro, como álcool hidratado.

A produção do etanol, segundo o estudo, é feita com um consumo de energia bastante inferior ao que ela produz. Nos cultivos do Estado de São Paulo, a relação entre energia produzida (etanol e bagaço excedente) e energia consumida (combustíveis fósseis e eletricidade adquirida) é em média 9,2.

No Brasil, o transporte rodoviário representa 96,1% do transporte de passageiros. Estima-se que 96% das distâncias percorridas pelas pessoas no País ocorram em rodovias, 1,8% em ferrovias e metrôs e os 2,2% restantes por hidrovias. As crescentes taxas de população urbana, a deficiência de políticas públicas de transporte em massa e o crescimento econômico têm implicado rápido aumento da motorização individual.

Em relação às cargas, 64% são transportadas em rodovias, 21% em ferrovias, 12% em hidrovias e os 3% restantes por gasodutos/oleodutos, ou meios aéreos. "Verifica-se uma constante preocupação em relação aos veículos pesados, pois são os principais emissores de material particulado e óxidos de nitrogênio nos corredores de tráfego dos grandes centros urbanos." A alternativa encontrada por enquanto para reduzir essas emissões é a adição de biodiesel, na proporção de 3%, ao diesel.

Fonte: DiárioNet DiárioNet
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