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Estamos mais próximos da assinatura do acordo entre Mercosul e UE, diz Tereza Cristina

Senadora afirma que, no atual redesenho global, a Europa ficou à margem da nova geopolítica imposta pelos Estado Unidos

6 mai 2025 - 13h09
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A senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Senado, avalia que Mercosul e União Europeia estão mais próximos da assinatura do acordo de livre comércio entre os blocos. "Há um clima melhor para o fechamento do acordo. Ele está para ser finalizado desde 2019 e desde lá a Europa ficou, enfim, criando algumas dificuldades. Hoje, acho que estamos bem mais próximos da assinatura do acordo", disse Tereza Cristina a jornalistas nos bastidores do Fórum Cenário Geopolítico e a Agricultura Tropical, realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com Estadão e Broadcast.

Na avaliação da senadora, no atual redesenho global, a Europa ficou à margem da nova geopolítica imposta pelos Estado Unidos e agora vê o Mercosul com "outros olhos".

Senadora Tereza Cristina diz que Brasil pode ter algumas oportunidades de parceiros que tenham problema com os Estados Unidos
Senadora Tereza Cristina diz que Brasil pode ter algumas oportunidades de parceiros que tenham problema com os Estados Unidos
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado / Estadão

A senadora comentou, ainda, que o agronegócio brasileiro poderá se beneficiar de oportunidades da escalada na guerra comercial entre Estados Unidos e China, mas ponderou que é cedo para avaliar os efeitos. "Caso não haja acordo entre eles, o Brasil pode ter algumas oportunidades de parceiros que tenham problema com os Estados Unidos. Muita coisa ainda vai acontecer", ponderou.

Reciprocidade

Apesar do tom otimista, a ex-ministra da Agricultura também defendeu a aplicação da chamada lei da reciprocidade, que prevê medidas comerciais contra países que adotem barreiras ao Brasil.

Tereza Cristina ponderou, no entanto, que o cenário global exige cautela. "Toda essa mudança, toda essa transformação na área do comércio internacional exige muita cautela. Principalmente no Brasil", afirmou, destacando o peso do agronegócio brasileiro nas exportações globais.

A lei da reciprocidade voltou ao centro dos debates após a aprovação, pela União Europeia, da EUDR, a legislação antidesmatamento do bloco. Para a senadora, a norma europeia foi "construída para atingir o Brasil" e pode ter impactos significativos sobre as vendas externas do país. "A lei da reciprocidade precisa proteger o Brasil de qualquer situação", reforçou.

Ela ressaltou, ainda, que o texto brasileiro foi elaborado com base em princípios amplos, sem direcionamento a países ou blocos específicos, e pode ser ajustado. "Ela foi feita com responsabilidade. Foi construída em uma Câmara onde já se começaram os debates. Já temos elementos - jurisprudência, experiências - para criar determinados momentos de reação", afirmou.

A aplicação prática da medida, contudo, dependerá do "juízo do presidente", disse, em comentário em referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Estadão
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