'Estadão' Empresas Mais: Ganhadores recebem troféus em evento em São Paulo
Representantes de 57 companhias participam de celebração do maior e mais completo ranking empresarial do País
ESPECIAL PARA O ESTADÃO - Representantes de 57 empresas estiveram na manhã desta quinta-feira, 10, na sede do jornal O Estado de S.Paulo para a entrega da nova edição do prêmio Empresas Mais, uma iniciativa do Estadão em parceria com a Austin Rating e a Fundação Instituto de Administração (FIA), da Universidade de São Paulo.
Foram reconhecidas as melhores companhias por critérios como receita, lucratividade, patrimônio líquido, lucro líquido, resultado financeiro, resultado bruto, depreciação/amortização (fluxo de caixa), além de porte e consistência histórica, em 27 setores da economia, como educação, máquinas e equipamentos, química e petroquímica, serviços financeiros, papel e celulose, dentre outros.
O principal indicador que define as posições das 1,5 mil empresas participantes é o Coeficiente de Impacto Estadão (CIE) - uma metodologia desenvolvida exclusivamente para o Estadão Empresas Mais. Além dos destaques por setor, o Empresas Mais reconhece as cinco melhores companhias em práticas de ESG (Governança ambiental, social e corporativa, na sigla em inglês) divididas em quatro categorias: Sustentabilidade e Mudanças Climáticas; Governança Corporativa; Ética, Cidadania e Sociedade; e Inovação e Tecnologia. Confira aqui o ranking das premiadas.
"Reconhecimento pelo mérito, num momento de tantas incertezas é muito importante", disse Erick Bretas, presidente da S/A O Estado de S. Paulo. "Os líderes empresariais, na hora de planejar os seus investimentos, estão vivendo essa falta de clareza. Então, em momentos como esse, é importante o trabalho que o jornalismo faz. E quando o jornalismo tem dados, tem metodologia, tem ciência, como nesse trabalho, o Empresas Mais, aí então que a gente se sente muito mais recompensado", disse.
"É muito bom ser reconhecido por boas práticas, principalmente nesse mundo conturbado em que estamos vivendo e ainda mais por práticas de sustentabilidade", disse Bárbara Sapunar, diretora executiva de negócios da Nestlé. A companhia de alimentos foi uma das reconhecidas na categoria de Sustentabilidade. Dos cerca de 30 mil agricultores fornecedores da empresa no Brasil, 10 mil já atuam, com ajuda da multinacional suíça, com o método de agricultura regenerativa. "Essa é uma modalidade que dá mais em troca ao meio ambiente do que retira. Já passamos da fase de ser sustentável, não adianta mais ter sustentabilidade. Precisamos regenerar para conseguir devolver ao planeta o que já tiramos", afirmou ela.
Karina Mello Bolognini, da Bradesco Capitalização, destacou a importância do reconhecimento para a companhia e de momentos de confraternização como esse, para que uns possam aprender com os outros.
Premiado na categoria Cidadania e Sociedade, Edison Carlos, presidente do Instituto Aegea, da Aegea Saneamento (segunda maior empresa privada do setor no Brasil), destacou que o reconhecimento espelha a meta da companhia na sociedade. "Nosso DNA é o de levar dignidade para as pessoas. No Norte do País, por exemplo, levamos água e esgoto para as áreas de palafitas de Manaus onde havia moradores com mais de 70 anos que nunca tinham tido isso na vida", diz ele.
Simbolismo
As empresas premiadas receberam no evento um troféu com o cavaleiro que é símbolo do Estadão. "Esse cavaleiro é o Bernard Grégoire, um cidadão francês que em 1876, bateu na porta do Estadão e falou o seguinte: 'Olha, eu posso sair distribuindo o jornal para vocês'", disse Bretas. Naquela época, explicou o executivo aos presentes, quando as pessoas queriam comprar o jornal, elas tinham que ir à sede do periódico, não havia distribuição. Então, a partir da ideia de Grégoire, o jornal começou a circular por toda cidade de São Paulo, que então era apenas uma vila com 30 mil habitantes. "Foi uma grande inovação. Esse cavalinho, então, esse troféu, representa o esforço das empresas de levarem a sua mensagem mais adiante", concluiu Bretas.
Metodologia
Os destaques do prêmio Empresas Mais foram selecionados a partir da análise de seus balanços feitos pela Austin Rating. "A gente sabe que cada empresa tem uma linguagem própria na hora de divulgar seus números. Com um algoritmo desenhado pela Austin, o conteúdo desses relatórios de resultados das companhias são traduzidos, digamos assim, e comparados entre si", explicou Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.
Em seguida, os dados são analisados pela FIA. "Principalmente na parte de ESG, comparamos as práticas das empresas com o que há de mais novo e recente na literatura sobre esse tema", diz Luís Gudes, professor da FIA e um dos responsáveis pela classificação do Empresas Mais.