Equatorial vai avaliar reciclagem de ativos e oportunidades de crescimento, diz CEO
A elétrica Equatorial tem "cabeça aberta" sobre reciclagem de ativos e vai avaliar eventuais oportunidades, disse nesta quinta-feira o diretor-presidente, Augusto Miranda.
Em teleconferência sobre os resultados trimestrais, o executivo afirmou que o item mais "óbvio" para um movimento de reciclagem estava no segmento de transmissão, cujo ativo foi vendido para um veículo do fundo canadense CDPQ. Mas, segundo ele, a companhia seguirá estudando outras opções no mercado.
O executivo respondia a uma pergunta de analista sobre eventual desinvestimento, pela Equatorial, da geradora renovável Echoenergia, que foi responsável por um impairment de R$3,2 bilhões contabilizado no resultado do quarto trimestre.
Segundo Miranda, a companhia ainda vê possibilidade de reversão de impairment na Echoenergia no futuro, quando medidas estruturantes sejam colocadas em prática para solucionar os pesados cortes de geração renovável, o principal motivo que levou à reavaliação negativa do ativo.
O mesmo pode acontecer com a CSA, empresa de saneamento do Amapá, que contabilizou impairment de R$300 milhões, disse. A Equatorial enfrenta frustração de receitas na unidade, mas vê possibilidade de melhora diante da nova realidade do Estado com a exploração da Margem Equatorial, segundo Miranda.
Já sobre futuras aquisições, o diretor financeiro, Leonardo da Silva, afirmou que a companhia tem "obrigação" de olhar oportunidades que venham a mercado no setor de distribuição de energia, o principal negócio do grupo. "É um movimento natural."