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Envelhecimento da população cria novo nicho para cuidadores

9 mar 2012 - 07h16
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O Brasil está envelhecendo. O Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta aproximadamente 20,5 milhões de indivíduos com 60 anos ou mais - quase 11% da população do País. Em 2000, o contingente era de 14,5 milhões. Segundo o Banco Mundial, se esse ritmo se mantiver cerca de metade da população brasileira será idosa até 2050. Se para o País a mudança de perfil etário representa um desafio - será preciso redefinir o financiamento da previdência, criar oportunidades de vida produtiva e lazer para os "novos velhinhos" -, para o mercado o nicho em expansão da terceira idade é cada vez mais uma oportunidade de negócios.

A franquia Home Angels adaptou um modelo de serviço existente no Canadá para treinar cuidadores brasileiros
A franquia Home Angels adaptou um modelo de serviço existente no Canadá para treinar cuidadores brasileiros
Foto: Divulgação / Especial para Terra


Quem enfrenta o envelhecimento brasileiro sem medo é a franquia Home Angels. A empresa contrata, prepara e oferece às famílias de idosos os serviços dos chamados "cuidadores", profissionais responsáveis pelo acompanhamento diário de pessoas com mobilidade reduzida ou limitações à própria autonomia. Embora a populalção idosa constitua a maior parte de seu público, a empresa também trabalha com pessoas de outras faixas etárias, atendendo também a crianças e adultos com deficiências ou sequelas graves.



Marco Imperador, sócio-diretor do Grupo Zaiom, fundador e gestor da Home Angels no Brasil, conta que a ideia para o negócio veio de uma necessidade pessoal. Segundo ele, com o envelhecimento das avós, ele teve dificuldade para encontrar alguém de confiança que pudesse cuidar delas. Ouviu, então, da irmã, residente no Canadá, que lá isso não seria problema, pois o sistema de seguridade social fornecia auxílio nessas situações.



Imperador viajou para conhecer o modelo e voltou com a ideia para um negócio. "A necessidade era real, mas ainda não existia a prestação do serviço". Segundo ele, com a divulgação de casos de maus-tratos por cuidadores de instituições ou particulares selecionados com pouco cuidado, a classe média alta passou a buscar por um serviço de qualidade inquestionável.



Ao contrário do Canadá, onde o custo do cuidador é pago pelo governo, no Brasil a Home Angels oferece seus serviços às famílias por um custo que varia de R $ 10 a R$ 15 por hora. A empresa é contratada para cuidar de parentes com idade avançada ou limitações permanentes, que não estão em condições de serem deixados sozinhos.



Hoje, a Home Angels está presente em capitais de todo o País, principalmente do Sul e Sudeste. Em pouco mais de dois anos de vida, contabiliza 175 unidades.



O empresário se diz agradavelmente surpreso com a capacidade do mercado de arcar com os preços da companhia, que dobraram desde a inauguração, em 2009, e chegam em alguns casos a R$ 11,8 mil mensais por um atendimento 24 horas. Segundo ele, o faturamento médio é de R$ 38 mil a 40 mil, com lucro de cerca de 25%. "Mas temos franqueados que chegam a somar R$ 200 mil por mês", revela.



Imperador conta que a sede da empresa recebe com frequência ligações de interessados em seus serviços. "De cada dois pedidos, hoje só conseguimos encontrar franqueados que atendam a dois", fato que ele toma como um sinal do espaço de expansão à disposição do setor.



Franqueado trabalhador

Segundo o empresário, a Home Angels é uma franquia para empreendedores participativos e não meramente para investidores. "São investidores de baixo capital, que precisam alavancar seu negócio e querem estar na linha de frente checando o serviço oferecido", explica. Com custo de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil, a franquia atrai muitos profissionais da saúde, ou com experiência em gestão na área.



Esse é o caso de Silvia Camila Marchiore Ciocca, terapeuta ocupacional e proprietária desde meados de 2010 de uma unidade da Home Angels em Valinhos (SP), distante uma hora da cidade de São Paulo. Enquanto passava por dificuldades para encontrar um cuidador para a avó, de 86 anos, ela viu uma reportagem no jornal local a respeito do negócio e se interessou. Um atrativo para Silvia foi a possibilidade de sair do anonimato. "Estudei muito. Senti que tinha competência para tentar outro caminho em vez de atuar em uma instituição só. A vida profissional caminhava, mas lentamente", lembra.



Hoje, sua empresa conta com 20 funcionários e atende de 20 a 30 clientes. Ela diz ainda não ter se beneficiado muito monetariamente do crescimento, por reinvestir praticamente todo o lucro obtido no próprio negócio - o que planeja fazer até considerar que se estabilizou. Silvia estima trabalhar cerca de 12 horas por dia na franquia, compondo o orçamento paralelamente com seus ganhos como terapeuta ocupacional. Mesmo assim, considera o saldo positivo. "Minha carreira está crescendo muito mais rápido. Sou sempre chamada pelo Fundo Social de Solidariedade e pela rádio da cidade para dar palestras", afirma.



Ela reclama, no entanto, da dificuldade de encontrar cuidadores comprometidos. "Faltam profissionais responsáveis, que entendam que as famílias precisam do cuidador - e o paciente muito mais. O cuidador torna-se o elo entre a pessoa atendida e o que ela quer fazer."



Apoio do franqueador

Silvia Ciocca se diz satisfeita com o apoio que a Home Angels dá aos franqueados. A empresa não oferece nenhum curso presencial diretamente aos cuidadores, mas orienta os parceiros com base em um material adaptado daquele trazido do Canadá. Apesar da falta de contato direto, são oferecidos cursos à distância aos os funcionários. Ela conta como ponto positivo a força da marca da empresa, que veicula publicidade em painéis em rodovias e também em veículos especializados em assuntos de saúde.



Outra forma de auxílio é na área administrativa, para a qual existe suporte operacional através de intranet. "Além disso, a Home Angels tem formatados os procedimentos a seguir em uma negociação, fechamento de contratos e estratégias para formular", explica a franqueada.



Home Angels em números
Setor:

Serviços


Resumo do negócio:

cuidadores de pessoas (idosos, adultos e crianças)

Número de unidades:175
Unidades próprias:não tem
Unidades franqueadas:175
Faturamento mensal médio:R$ 38 mil a R$ 40 mil
Taxa de franquia:de R$ 5 mil a R$ 15 mil
Taxa de royalties:8% do faturamento bruto
Taxa de propaganda:R$ 2% do faturamento bruto
Capital para instalação:R$ 1,5 mil a R$ 3 mil
Capital de giro:R$ 2 mil
Prazo de retorno estimado:de 6 a 12 meses
Principais concorrentes no segmento:não tem

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Especial para o Terra

Fonte: Terra
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