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Entenda o escândalo da manipulação de taxas do Barclays

4 jul 2012 - 12h07
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O Banco britânico Barclays está no centro de um escândalo do mercado financeiro relacionado à manipulação de taxas interbancárias. As entidades de regulação econômica dos EUA e do Reino Unido multaram o banco em 290 milhões de libras (cerca de R$ 900 milhões) por manipular, de forma irregular, taxas de juros interbancárias. Nos EUA, a Comissão de Comércio de Futuros de commodities vai receber US$ 200 milhões (R$ 400 milhões), o maior valor já recebido pela entidade em um processo civil.

Marcus Agius, ex-presidente do conselho administrativo do Barlcays
Marcus Agius, ex-presidente do conselho administrativo do Barlcays
Foto: AFP

O Barclays é acusado de ter modificado, entre 2005 e 2009, as taxas Libor e Euribor, que regulam diariamente os juros cobrados nos empréstimos interbancários em Londres e na Europa, respectivamente. O banco teria informado que a taxa de seus empréstimos a outros bancos era menor do que o valor real.

A mudança se justificaria, segundo o ex-executivo-chefe da empresa, pela pressão sofrida no cenário mundial e pela crença de que outros bancos estariam fazendo o mesmo. Afinal, números mais baixos demonstram balanças menores e escondem possíveis problemas causados pela crise que acontecia na época. As taxas Libor e Eulibor influenciam não só as operações interbancárias, mas também os juros a pessoas físicas.

A Comissão Europea e a Autoridade de Serviços Financeiros do Japão também estão investigando o caso. A Inglaterra anunciou que talvez inicie uma investigação criminal envolvendo não só o Barclays, mas também os outros bancos do país: HSBC; Royal Bank of Scotland Royal Bank of Scotland (RBS - que é 84% estatal) e Lloyds. O ministro da justiça, Ken Clarke, também declarou que os banqueiros responsáveis pelos crimes financeiros responderão à justiça.

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou uma investigação parlamentar sobre todo o setor bancário do país. O ex-diretor-geral do Barclays, Bob Diamond, responde a esse inquérito nessaquarta-feira.

Diamond renunciou a seu cargo devido à forte pressão política sofrida pela instituição nos últimos dias. O presidente do conselho administrativo, Marcos Agius, já havia renunciado um dia antes. Segundo informou o jornal britânico The Guardian, um dos nomes cotados para substituir o executivo-chefe é Bill Wilters, banqueiro da comissão independente de finanças do Barclays.

O banco afirmou que pretende realizar uma auditoria interna, cujo resultado será transformado em relatório público e na publicação de um novo código de conduta para funcionários. O objetivo será adotar uma política de "tolerância zero" com relação a funcionários que prejudiquem a reputação da empresa.

Fonte: Terra
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