Engie dobra aposta em renováveis no Oriente Médio conforme impulso diminui nos EUA e Europa
A Engie garantiu o financiamento de um parque solar de 1,5 gigawatt em Abu Dhabi, o maior de seu portfólio no mundo, informou a companhia francesa nesta segunda-feira, conforme intensifica os projetos no mercado de crescimento rápido do Oriente Médio em meio à desaceleração das energias renováveis nos EUA e na Europa.
Previsto para entrar em operação comercial em 2028, o parque de Khazna abastecerá 160.000 residências nos Emirados Árabes Unidos sob um contrato de compra de energia de 30 anos com a Emirates Water and Electricity Company.
A conclusão do financiamento normalmente significa que todos os acordos foram assinados e o projeto pode começar a utilizar os recursos.
A Engie opera cerca de 25 GW de usinas elétricas movidas a gás no Golfo, juntamente com redes de resfriamento e usinas de dessalinização que produzem 5 milhões de metros cúbicos de água por dia.
A empresa agora espera que a crescente demanda por eletricidade e a abundância de terra e sol na região a ajudem a avançar rapidamente em direção à sua meta de 95 GW de capacidade renovável instalada até 2030, acima dos cerca de 55 GW atuais.
"Esta é uma região-chave que pode desempenhar grande papel para as ambições da Engie, dado o tamanho dos projetos, de modo que contribuirá com uma quantidade importante do nosso crescimento de energias renováveis até 2035, porque há uma enorme demanda", disse Niko Cornelis, gerente da Engie para o Conselho de Cooperação do Golfo, em coletiva de imprensa na segunda-feira.
A companhia está participando de várias licitações, inclusive na Arábia Saudita, onde os projetos variam de 0,5 a 2 GW, muito maiores do que as licitações solares europeias, disse Cornelis.
Nos EUA, dois dos projetos eólicos offshore em estágio inicial da Engie foram congelados devido à paralisação do setor pelo presidente Donald Trump.