Eneva vende térmica a carvão em Pecém para Diamante e garante área para terminal de GNL
A Eneva disse nesta sexta-feira que assinou contrato com a Diamante Geração para venda de 100% das ações de Pecém II, empresa que detém uma usina termelétrica a carvão, por R$872,3 milhões.
A termelétrica Porto de Pecém II tem 365 megawatts (MW) de capacidade instalada e contratos regulados até 2028, tendo sido também uma das vencedoras do leilão realizado pelo governo na semana passada, conquistando contratos para disponibilidade de potência a partir de 2031.
O negócio avaliado inclui R$186,3 milhões em dívida líquida do ativo, e também envolve uma parcela adicional e contingente de preço em valor que pode chegar a até R$149,0 milhões, caso a usina consiga antecipar o início de vigência do contrato conquistado no certame da semana passada.
Em paralelo, a Eneva afirmou que assinou com o grupo Diamante e com o Porto de Pecém termo de cessão do contrato de área para implantar um terminal de importação, armazenamento e regaseificação de gás natural liquefeito (GNL), com capacidade de escoamento de gás de até 14 milhões m³/dia, no complexo industrial do Pecém.
O novo terminal de GNL permitirá o desenvolvimento do "hub Ceará" da Eneva, suprindo o gás necessário para as usinas termelétricas Jandaia II e Jandaia III, também vencedoras do leilão da semana passada e que juntas somam 1.199,4 MW de capacidade a ser instalada.