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Azul prevê reduções "expressivas" em despesas financeiras e de arrendamento de aeronaves

27 mar 2026 - 09h53
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A Azul estima reduções "expressivas ‌e permanentes" em suas despesas financeiras e de arrendamento a partir deste ano, como resultado das renegociações concluídas no processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11), conforme fato relevante da companhia aérea nesta sexta-feira.

A empresa prevê ⁠uma queda superior a 50% em suas despesas anuais ‌com juros, quando comparadas às estimativas anteriores ao processo de Chapter 11, refletindo uma estrutura de capital aprimorada, ‌com menor custo financeiro e ‌maior previsibilidade.

Também afirmou que calcula uma diminuição de ⁠aproximadamente um terço em suas despesas recorrentes de arrendamento de aeronaves em 2026, decorrente da otimização da frota e da revisão de contratos de leasing.

"Somadas, essas iniciativas representam uma economia anual recorrente estimada de aproximadamente R$2,2 bilhões, ‌reforçando o perfil de geração de caixa da companhia ‌e contribuindo para sua ⁠trajetória de ⁠desalavancagem no longo prazo", afirmou a Azul nesta sexta-feira.

Em fevereiro de ⁠2026, a Azul concluiu ‌seu processo de reestruturação ‌sob o Chapter 11 nos Estados Unidos. Após a saída, segundo a empresa, alavancagem líquida ficou abaixo de 2,5 vezes, com base no Ebitda de ⁠2025 e na dívida líquida de fevereiro de 2026.

A companhia aérea também estimou uma redução de 1% na capacidade doméstica no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de ‌2025, conforme busca uma "abordagem disciplinada para o crescimento de capacidade, com o objetivo de maximizar a rentabilidade e ⁠a geração de caixa".

"Esse ajuste reflete nosso foco contínuo em eficiência operacional, proteção de margens e alocação responsável de recursos", acrescentou.

A Azul também reportou nesta sexta-feira seu balanço do quarto trimestre do ano passado, com lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$2,1 bilhões, alta de 9,6%, com a margem nessa linha subindo 1,7 ponto percentual, para 36,9%.

A receita líquida da aérea somou R$5,8 bilhões nos últimos três meses de 2025, alta de 4,6% ante igual intervalo de 2024.

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