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Empresa da Queiroz Galvão pede recuperação judicial no Rio

Companhia estava tentando renegociar sua dívida, de US$ 1,7 bilhão, desde o começo do ano, mas sem sucesso com os credores

7 dez 2018
05h29
atualizado às 08h30
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A Constellation, empresa de óleo e gás do grupo Queiroz Galvão, entrou nesta quinta-feira, 6, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro com um pedido de recuperação judicial. O jornal O Estado de S. Paulo já havia antecipado na semana passada que a empresa preparava o pedido. A companhia estava tentando renegociar sua dívida, de US$ 1,7 bilhão, desde o começo do ano, mas sem sucesso com os credores.

As negociações ocorreram em três blocos: do sindicato de bancos estrangeiros, do Bradesco e dos bondholders (donos de títulos com vencimentos em 2019 e 2024). Apesar de ter conseguido adesão de boa parte dos credores, a recuperação judicial (ou, em última hipótese, extrajudicial) foi necessária para elevar o apoio à reestruturação da dívida, com alongamento dos prazos.

Lava Jato e queda no preço do petróleo influenciaram no mau momento
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Foto: Rafael Neddermeyer / Reuters

O fluxo de caixa da companhia vem caindo desde que as investigações da Lava Jato - e queda no preço do petróleo - levaram a Petrobrás a reduzir os gastos com a renovação de arrendamentos de plataformas de petróleo. A empresa começou o ano com cerca de US$ 269 milhões em caixa e um montante de US$ 652 milhões a devolver para credores em 2018.

Boa parte dessa conta já venceu, sem que a empresa pudesse honrar os compromissos. O Bradesco, por exemplo, vinha renovando o prazo de pagamento de US$ 150 milhões que tem a receber desde agosto. O último prazo dado venceu semana passada. Em alguns casos, a empresa usou o período de carência de 30 dias - sem configurar calote - para pagar os juros vencidos neste ano. Mas teve pagamentos fora desse período, o que levou as agências de classificação de risco a rebaixarem a nota da empresa.

Os problemas não param por aí. A partir deste mês, sete de suas oito plataformas estarão desocupadas. Todos os outros contratos já foram encerrados. Por isso, a Constellation pede para alongar as dívidas, ganhando mais tempo para recolocar as plataformas no mercado e pagar o que deve.

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Estadão

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