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Embraer e Adani assinam acordo para fabricar aeronaves na Índia

27 jan 2026 - 06h27
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A Embraer e o grupo indiano Adani farão uma parceria para estabelecer uma 'venture' de aeronaves de transporte regional na Índia, informaram as empresas nesta ‌terça-feira, anunciando a entrada da Adani na fabricação de aeronaves comerciais.

O logotipo do Grupo Adani é visto na fachada de sua sede corporativa nos arredores de Ahmedabad, Índia, em 21 de novembro de 2024. REUTERS/Amit Dave
O logotipo do Grupo Adani é visto na fachada de sua sede corporativa nos arredores de Ahmedabad, Índia, em 21 de novembro de 2024. REUTERS/Amit Dave
Foto: Reuters

A iniciativa permite ‌que a Adani, que administra aeroportos e possui um crescente negócio na área de defesa e aeroespacial, contribua para o empenho da Índia em aumentar sua participação na fabricação de aeronaves, desde a montagem até ‍a produção de peças e componentes.

Em uma declaração conjunta, as empresas disseram que assinaram um memorando de entendimento para explorar a cooperação na fabricação de aeronaves, cadeias de suprimentos, serviços de pós-venda e ‌treinamento de pilotos, mas não divulgaram detalhes financeiros.

"A Índia ‌é um mercado fundamental para a Embraer, e essa parceria combina nossa experiência aeroespacial com a forte capacidade industrial da Adani", disse Arjan Meijer, presidente e chefe-executivo da Embraer Aviação Comercial, no comunicado.

A Embraer, terceira maior fabricante de aviões do mundo depois da Airbus e da Boeing, é especializada em jatos regionais com capacidade para 70 a 140 passageiros.

Sua linha E2 concorre com o A220 da Airbus, mas fica abaixo do mercado de mais de 150 assentos dominado pelas duas gigantes do setor.

A Embraer, que monta aeronaves comerciais de passageiros somente no Brasil, tem procurado expandir sua presença na Índia, tendo feito anteriormente uma parceria com a Mahindra em relação ao avião de transporte militar C-390.

No ano passado, durante a visita de Estado do primeiro-ministro indiano Narendra Modi ‌ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a fabricante de aviões queria fortalecer sua presença na Índia por meio de tais parcerias.

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