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Em carta a Biden, Bolsonaro defende acordo abrangente de livre comércio Brasil-EUA

20 jan 2021
19h16
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O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quarta-feira, em carta ao presidente recém-empossado dos EUA, Joe Biden, que os dois países têm interesse em um "abrangente acordo de livre comércio" que gere mais empregos e investimentos e aumente a competitividade global de suas empresas.

17/11/2020
REUTERS/Adriano Machado
17/11/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"Já temos como base os recentes protocolos de facilitação de comércio, boas práticas regulatórias e combate à corrupção, que certamente contribuirão para a recuperação das nossas economias no contexto pós-pandemia", disse.

Na carta, Bolsonaro afirmou que o Brasil está pronto para continuar cooperando com os Estados Unidos para a reforma da governança internacional e citou a Organização Mundial do Comércio (OMC), instituição em que quer "destravar" as negociações e evitar "distorções econômicas" que não seguem as regras do mercado.

"Na OCDE, com o apoio dos EUA, o Brasil espera poder dar contribuição mais efetiva e aumentar a representatividade da organização", destacou, em referência à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

"Nosso papel de acessão terá, também, impacto fundamental para as reformas econômicas e sociais em curso em nosso país", completou.

Bolsonaro foi um dos chefes de Executivo que mais relutou em cumprimentar o democrata Joe Biden pela vitória nas eleições presidenciais dos EUA, realizadas em novembro passado.

Entusiasta do agora ex-presidente Donald Trump, derrotado na tentativa de reeleição, o presidente brasileiro chegou a afirmar repetidas vezes as alegações de Trump, sem evidências, de que teria havido fraude nas eleições dos Estados Unidos.

Na carta, Bolsonaro afirmou que os dois países coincidem na defesa da democracia do nosso hemisfério e que vão atuar juntos contra ameaças que "ponham em risco conquistas democráticas na região".

"Entendo que interessa aos nossos países contribuir para uma ordem internacional centrada na democracia e na liberdade, que defenda os direitos e liberdades fundamentais de todos e, muito especialmente dos nossos cidadãos", disse.

"E estamos dispostos a trabalhar juntos para que esses valores fundamentais estejam no centro das atenções, seja bilateralmente, seja nos foros internacionais", emendou.

A carta de Bolsonaro a Biden adota um tom conciliatório entre os dois países, que são importantes parceiros comerciais.

Em publicação no Twitter sobre o novo presidente dos EUA, Bolsonaro cumprimentou-o pela posse e expôs a visão que tem de um "excelente futuro" para a parceria entre os dois países.

MEIO AMBIENTE

Na carta a Biden, o presidente brasileiro afirmou que o Brasil está pronto para seguir com a parceria a favor da proteção do meio ambiente, em especial da Amazônia.

"Estamos prontos, ademais, para continuar a nossa parceria em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente, em especial a Amazônia, com base em nosso Diálogo Ambiental, recém-inaugurado", disse.

"Noto, a propósito, que o Brasil demonstrou o seu compromisso com o Acordo de Paris com a apresentação de suas novas metas nacionais", reforçou ele, na missiva.

Durante a corrida à Casa Branca, Biden chegou a criticar a política ambiental do governo Bolsonaro para a Amazônia. O presidente brasileiro rebateu o democrata na ocasião.

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