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EDP Brasil lucra R$189 mi no 2° tri, queda de 17% por efeitos extraordinários em 2018

25 jul 2019
08h55
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A elétrica EDP Brasil teve lucro de 188,9 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 17% na comparação anual, principalmente por efeitos não recorrentes que impactaram positivamente os resultados em 2018, como a venda de pequenas hidrelétricas e um ressarcimento para sua termelétrica de Pecém.

A empresa, do grupo europeu Energias de Portugal, divulgou na noite de quarta-feira que teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 555,75 milhões de reais, recuo de 6,8% ante mesmo período de 2018.

O lucro líquido ajustado, desconsiderando efeitos não recorrentes, somou 164,7 milhões de reais, alta de 17,2% na comparação anual, enquanto o Ebitda ajustado foi de 519 milhões de reais, avanço de 11,8%.

"Não se pode esquecer que nós no ano passado vendemos nossas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs)...e tivemos um ressarcimento por Pecém...temos que tirar esse fato, se não estaremos a comparar coisas não comparáveis", disse à Reuters o presidente da EDP Brasil, Miguel Setas.

Ele destacou que o lucro líquido avançou 9,7% no primeiro semestre quando na comparação com os mesmos seis meses de 2018, mesmo se considerados os fatores não recorrentes.

Os investimentos da elétrica somaram 618,45 milhões de reais no segundo trimestre e cerca de 1 bilhão de reais no acumulado do ano, ambos com alta de mais de 160% na comparação anual.

"Efetivamente, o marco maior desse trimestre é essa elevação do investimento. Temos um plano de 2,9 bilhões de reais de Capex. O plano é ter um investimento três vezes superior ao que tem sido o histórico recente do grupo no Brasil, de 1 bilhão por ano", acrescentou Setas.

Dos aportes, quase 745 milhões de reais no semestre foram para os projetos da companhia em transmissão de energia, que têm acelerado com o avanço das obras de empreendimentos cuja concessão a empresa arrematou em licitações públicas.

Segundo Setas, a elétrica tem expectativas de antecipar todos seus projetos de transmissão em ao menos 12 meses. "É o mínimo que estamos usando como referência", afirmou.

A EDP Brasil controla distribuidoras de eletricidade no Espírito Santo e em São Paulo, além de ter ativos de geração e negócios em transmissão e comercialização de energia. A empresa também tem participação na elétrica Celesc, de Santa Catarina.

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