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'É muita falta de responsabilidade colocar em xeque a solidez de empresa como o BB', diz presidente

Tarciana Medeiros afirmou que o banco, alvo de preocupações do mercado após resultado fraco e tensões com EUA e STF, segue 'forte e robusto'

21 ago 2025 - 22h18
(atualizado em 21/8/2025 às 14h41)
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BRASÍLIA - A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, afirmou nesta quarta-feira, 20, que é "muita falta de responsabilidade" colocar em xeque a solidez e a integridade ddo Banco do Brasil.

A declaração foi dada no 1º Seminário de Governança, Riscos, Controle e Integridade - Governança, Ética e Integridade, do Ministério da Fazenda.

'Não estamos falando de qualquer empresa, nós estamos falando da do maior banco público do governo federal hoje', diz Tarciana Medeiros
'Não estamos falando de qualquer empresa, nós estamos falando da do maior banco público do governo federal hoje', diz Tarciana Medeiros
Foto: Fábio Vieira/Estadão / Estadão

"É muita falta de responsabilidade quando algum brasileiro vem colocar em xeque a solidez, a segurança e a integridade de uma empresa como o Banco do Brasil", afirmou. "Que a gente não acredite em fake news. Que a gente não propague mentiras; que a gente combata essas mentiras, como servidores públicos que somos."

Ela afirmou também que o banco segue "forte e robusto". "O Banco do Brasil é um banco público de economia mista, que segue forte, com balanço robusto, que obedece, sim, à legislação brasileira, mas que também obedece e segue a legislação" de mais de 20 países onde nós atuamos hoje, há mais de 80 anos. Então, não estamos falando de qualquer empresa; nós estamos falando do maior banco público do governo federal hoje."

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Bancos brasileiros, incluindo o BB, viram suas ações desabarem nesta terça-feira, 19, após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que leis e decisões estrangeiras não se aplicam a brasileiros no Brasil - em meio à tensão sobre a Lei Magnitsky, aplicada pelos EUA ao ministro Alexandre de Moraes.

Mais cedo, o BB afirmou que acumula sólida experiência em relações internacionais e está preparado paralidar com temas complexos ou sensíveis que envolvem regulamentações globais.

A preocupação dos analistas se deve ao papel que a companhia com mais de 200 anos exerce no meio político. Isso porque o BB é responsável por pagar os salários dos ministros do STF, que têm sido alvo de críticas e sanções dos Estados Unidos por conta do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

O BB também vem sendo questionado por seus resultados. No balanço do segundo trimestre, o banco viu seu lucro cair 60% em um ano, o que desagradou o mercado. Grandes produtores rurais, especialmente do Centro-Oeste e do Sul, estiveram no centro dos problemas na carteira de crédito do banco que provocaram uma queda para 8,4% no retorno (ROE, na sigla em inglês) de abril a junho.

O nível é o menor entre os grandes bancos e o mais baixo do BB desde 2016, na época da crise gerada pelo impeachment de Dilma Rousseff. Com a piora da inadimplência, o banco precisou aumentar as provisões para calotes em 105% entre abril e junho. A sinalização do BB é de que o estresse vai prosseguir no terceiro trimestre, e que o resultado volta a melhorar no ano que vem.

Estadão
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