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Dólar opera perto da estabilidade ante o real com Oriente Médio no foco

7 jul 2026 - 09h21
(atualizado às 09h53)
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O ‌dólar se reaproximou da estabilidade ante o real nesta manhã de terça-feira após abrir em leve alta, enquanto no exterior a moeda norte-americana ainda não exibe tendência firme ante as demais divisas, com investidores atentos a focos de tensão no Oriente ⁠Médio.

Às 9h39, o dólar à vista subia 0,07%, aos R$5,1359 na ‌venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para agosto -- o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,19%, aos R$5,1675.

Na ‌segunda-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, ‌disse que os EUA chegarão a um acordo com ⁠o Irã ou "terminarão o serviço", em mais uma ameaça de ação militar no Oriente Médio.

Nesta terça-feira, dois navios-tanques -- um do Catar e outro da Arábia Saudita -- foram atingidos no Estreito de Ormuz, sem que houvesse reivindicação de autoria dos ataques. O ‌Irã afirmou que não haveria mais negociações de paz, a menos ‌que Trump cesse as ⁠ameaças de ⁠retomar a guerra.

Em meio às tensões, o dólar subia ante divisas de ⁠países emergentes como o peso ‌chileno, a lira turca ‌e o peso mexicano, mas recuava ante a rupia indiana e o sol peruano.

O petróleo Brent operava em alta, na faixa dos US$72 o barril -- patamar bem inferior ao ⁠visto nos meses anteriores, antes de EUA e Irã avançarem nas negociações de paz.

No Brasil, parte das atenções também está voltada às discussões nos EUA sobre a tarifação de produtos brasileiros. O senador e ‌pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve falar em uma audiência sobre o tema em Washington nesta terça-feira.

Flávio busca persuadir o governo ⁠Trump a adiar uma tarifa comercial de 25% sobre os produtos brasileiros para até depois das eleições de outubro. Em junho, pouco depois de Flávio ter se reunido com altos funcionários norte-americanos em Washington, o governo Trump propôs tarifas sobre o Brasil alegando violações comerciais e práticas desleais.

A sequência de eventos levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve concorrer à reeleição, a acusar o senador de ter ajudado a desencadear a medida — acusação que Flávio nega.

Na segunda-feira, a moeda norte-americana à vista fechou com queda de 0,71% no Brasil, aos R$5,1322.

(Edição de Isabel Versiani)

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