Dólar se reaproxima da estabilidade no Brasil com fluxo de exportadores
Após se aproximar dos R$5,20 no início da sessão, o dólar perdeu força nesta quinta-feira e se reaproximou da estabilidade, com exportadores aproveitando as cotações mais elevadas para vender moeda, ainda que as preocupações em torno da guerra no Oriente Médio sigam no radar.
Após registrar uma máxima de R$5,1958 (+0,72%) pouco depois da abertura, às 11h05 o dólar à vista subia 0,07%, aos R$5,1626 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,06%, aos R$5,1910.
Na quarta-feira, o dólar à vista fechou o dia com queda de 0,39%, aos R$5,1588, em uma sessão marcada pelo otimismo após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado durante o dia à Reuters que encerraria a guerra contra o Irã em breve.
À noite, porém, ele contrariou o tom do discurso de mais cedo e afirmou que os EUA realizarão ataques agressivos ao Irã nas próximas duas ou três semanas, trazendo o país "de volta à Idade da Pedra, onde eles pertencem".
Ainda que Trump tenha reiterado que os EUA estão próximos de concluir seus objetivos no Irã, o discurso duro fez o petróleo disparar e os índices de ações despencarem ao redor do mundo, com investidores em busca de proteção.
Nos mercados de moedas, isso se traduziu no avanço do dólar ante as demais divisas, incluindo as de países emergentes como o Chile, a África do Sul, o México e o próprio Brasil. Mas ao longo da manhã a moeda norte-americana perdeu força ante o real, se reaproximando da estabilidade.
"Lá fora, o dólar está forte ainda, ganhando dos pares do real, mas aqui sempre tem o fluxo. Perto dos R$5,20, o exportador vende moeda", disse o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.
Ele avaliou ainda que a liquidez até o momento também está baixa nesta véspera de feriado no Brasil, o que intensifica os movimentos.
No exterior, às 11h05 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,51%, a 100,070.
(Edição de Isabel Versiani)