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Dólar não adota sentido único ante rivais antes de reunião do Fed

17 jun 2019
17h28
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O dólar não adotou direção única nesta segunda-feira, 17, à medida que os investidores aguardam diversas decisões de política monetária para sinalizações sobre o futuro das taxas de juros globais. Na quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) abre a porta das reuniões e agentes esperam que a autoridade monetária dos Estados Unidos indique que pretende afrouxar sua política com possíveis cortes nas taxas de juros no próximo mês.

Próximo ao horário de fechamento dos negócios à vista nas bolsas em Nova York, o dólar subia para 108,59 ienes, o euro avançava para US$ 1,1222 e a libra cedia para US$ 1,2542. Já o índice DXY, que mede a moeda americana contra uma cesta de outras seis moedas fortes, fechou o pregão praticamente estável, em queda de 0,01%, para 97,558 pontos.

A reunião de política monetária do Fed desta semana deve direcionar o mercado de câmbio ao definir os rumos para as taxas de juros nos EUA. "O Fed deve fornecer uma atualização da política 'dovish' nesta semana. Qualquer coisa que não seja um sinal claro de que o Fed está aberto a cortes nas taxas de juros em breve pode deixar os mercados financeiros desapontados", escreveram, em nota a clientes, estrategistas de câmbio do MUFG. De acordo com eles, um cenário de recuperação do dólar deve se dar "somente se o Fed desapontar as expectativas de um alívio iminente".

Por enquanto, os contratos futuros dos Fed funds, compilados pelo CME Group, apontam que há pelo menos 85,7% de chance de um corte de 25 pontos-base nas taxas de juros até a reunião de julho do Fed. A reunião do banco central americano, aliás, tem sido vista como chave para outras decisões de política monetária. Na madrugada de quarta para quinta-feira, ocorrerá a reunião do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), e, na manhã de quinta-feira, será divulgada a decisão do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).

Além disso, em Sintra, Portugal, o Banco Central Europeu (BCE) realiza uma conferência de política monetária. Nesta segunda, o presidente da instituição, Mario Draghi, fez discurso de abertura, mas não chegou a falar sobre perspectivas para a economia da zona do euro. O dirigente se limitou a dizer que o sucesso da união econômica e monetária europeia dependerá da geração de prosperidade para todos os países que integrarem o bloco. Para ele, o evento desta semana será uma oportunidade para revisar os "desafios" enfrentados pelo BCE nos últimos 20 anos.

Economistas do Berenberg Bank apontaram, em relatório, que os riscos para as perspectivas econômicas da zona do euro se tornaram ainda mais elevados e, agora, projetam que o PIB da região crescerá apenas 1,1% em 2019. Na avaliação do banco alemão, as perspectivas de crescimento mais fracas devem manter a tampa sobre as pressões inflacionárias na zona do euro e, assim, as taxas de juros devem ser mantidas em níveis baixos "por mais tempo". Eles acreditam, ainda, que há 30% de chance de um novo programa de compras líquidas de ativos, embora não deixem de lado a possibilidade de novos cortes nas taxas de juros.

Estadão
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