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Dólar fecha em alta ante real após dados de emprego nos EUA

4 set 2026 - 17h20
(atualizado em 5/9/2026 às 14h22)
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Resumo
O dólar fechou em alta de 0,50%, cotado a R$ 5,1296, impulsionado pela criação de 162 mil empregos nos EUA em agosto, resultado bem acima do previsto que elevou as apostas de aperto monetário pelo Federal Reserve e fortaleceu a moeda globalmente. Apesar da valorização diária, a divisa acumulou queda semanal de 1,28%. No Brasil, o mercado monitorou a disputa eleitoral acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, além de tensões no STF e o anúncio de um superávit comercial de US$ 7,394 bilhões em agosto.

O dólar fechou a sexta-feira ‌em alta ante o real após dados do governo dos EUA indicarem geração de postos de trabalho acima do esperado no país em agosto, enquanto no Brasil a disputa pela Presidência seguiu no radar dos investidores.

O dólar à vista fechou a sessão com ganho de 0,50%, a R$5,1296, mas ainda assim encerrou a semana com queda acumulada de 1,28%. No ano, a ⁠divisa acumula baixa de 6,55%.

Às 17h09, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no ‌mercado brasileiro -- subia 0,49% na B3, aos R$5,1565.

Relatório do Departamento do Trabalho dos EUA mostrou que a economia norte-americana criou 162 mil postos de trabalho em agosto, quase três vezes ‌a projeção de 56 mil vagas calculada por economistas ouvidos ‌pela Reuters. A taxa de desemprego no país ficou em 4,1% em agosto, em ⁠linha com o esperado.

Após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries ganharam força -- em especial os de curto prazo, em meio às apostas de que o Federal Reserve poderá subir juros no curto prazo.

O dólar também ganhou força ao redor do mundo, firmando-se em alta ante boa parte das demais divisas, incluindo o real.

Após marcar a cotação mínima de R$5,1018 (-0,05%) às 9h01, logo ‌depois da abertura, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1400 (+0,70%) às 9h30, após os dados ‌de emprego dos EUA.

No Brasil, ⁠porém, parte das atenções ⁠seguiu voltada para a corrida presidencial. A nova pesquisa do Datafolha, publicada na noite de quinta-feira, mostrou que ⁠o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem ‌46% das intenções de voto na ‌simulação de segundo turno, contra 44% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois estão em empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

O resultado representa uma diminuição numérica da distância entre Lula e Flávio. No levantamento anterior, eles tinham ⁠47% e 43%, respectivamente.

Nos últimos dias, outras pesquisas mostrando o acirramento da disputa pelo Planalto trouxeram um viés de baixa para o dólar. De modo geral, Lula tem sido visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. ‌Assim, notícias favoráveis a Flávio -- como a redução numérica da distância para Lula -- têm favorecido a queda do dólar ante o real.

Nesta sexta-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson ⁠Fachin, afirmou que a corte dará uma resposta institucional firme e rigorosa sobre a crise por que passa, destacando que não haverá precipitação nem atalhos, mas tampouco omissão.

Essa foi a primeira declaração de Fachin após o embate que tem sido travado entre os ministros do STF André Mendonça e Alexandre de Moraes, em que cada um tem levantado suspeitas sobre o outro.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro. Durante a tarde, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$7,394 bilhões em agosto, com as vendas para os EUA apresentando alta apesar das tarifas.

No exterior, às 17h16 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,20%, a 99,161.

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