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Dólar fecha em alta ante real após dados de emprego nos EUA

4 set 2026 - 17h20
(atualizado às 17h32)
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Resumo
O dólar fechou em alta de 0,50%, cotado a R$ 5,1296, impulsionado pela criação de 162 mil empregos nos EUA em agosto, resultado bem acima do esperado que elevou as apostas de aperto monetário pelo Fed. Apesar do ganho diário global da moeda, o câmbio encerrou a semana em queda de 1,28%. No Brasil, o mercado acompanhou o empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral, além de declarações do STF, a atuação do Banco Central com swaps e o superávit comercial de agosto de US$ 7,394 bilhões.

O dólar fechou a sexta-feira ‌em alta ante o real após dados do governo dos EUA indicarem geração de postos de trabalho acima do esperado no país em agosto, enquanto no Brasil a disputa pela Presidência seguiu no radar dos investidores.

O dólar à vista fechou a sessão com ganho de 0,50%, a R$5,1296, mas ainda assim encerrou a semana com queda acumulada de 1,28%. No ano, a ⁠divisa acumula baixa de 6,55%.

Às 17h09, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no ‌mercado brasileiro -- subia 0,49% na B3, aos R$5,1565.

Relatório do Departamento do Trabalho dos EUA mostrou que a economia norte-americana criou 162 mil postos de trabalho em agosto, quase três vezes ‌a projeção de 56 mil vagas calculada por economistas ouvidos ‌pela Reuters. A taxa de desemprego no país ficou em 4,1% em agosto, em ⁠linha com o esperado.

Após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries ganharam força -- em especial os de curto prazo, em meio às apostas de que o Federal Reserve poderá subir juros no curto prazo.

O dólar também ganhou força ao redor do mundo, firmando-se em alta ante boa parte das demais divisas, incluindo o real.

Após marcar a cotação mínima de R$5,1018 (-0,05%) às 9h01, logo ‌depois da abertura, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1400 (+0,70%) às 9h30, após os dados ‌de emprego dos EUA.

No Brasil, ⁠porém, parte das atenções ⁠seguiu voltada para a corrida presidencial. A nova pesquisa do Datafolha, publicada na noite de quinta-feira, mostrou que ⁠o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem ‌46% das intenções de voto na ‌simulação de segundo turno, contra 44% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois estão em empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

O resultado representa uma diminuição numérica da distância entre Lula e Flávio. No levantamento anterior, eles tinham ⁠47% e 43%, respectivamente.

Nos últimos dias, outras pesquisas mostrando o acirramento da disputa pelo Planalto trouxeram um viés de baixa para o dólar. De modo geral, Lula tem sido visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. ‌Assim, notícias favoráveis a Flávio -- como a redução numérica da distância para Lula -- têm favorecido a queda do dólar ante o real.

Nesta sexta-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson ⁠Fachin, afirmou que a corte dará uma resposta institucional firme e rigorosa sobre a crise por que passa, destacando que não haverá precipitação nem atalhos, mas tampouco omissão.

Essa foi a primeira declaração de Fachin após o embate que tem sido travado entre os ministros do STF André Mendonça e Alexandre de Moraes, em que cada um tem levantado suspeitas sobre o outro.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro. Durante a tarde, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$7,394 bilhões em agosto, com as vendas para os EUA apresentando alta apesar das tarifas.

No exterior, às 17h16 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,20%, a 99,161.

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