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Governo prevê levantar R$22,4 bi com leilão extroardinário do pré-sal em 2027

4 set 2026 - 17h32
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Resumo
O governo prevê arrecadar R$ 22,4 bilhões com um leilão extraordinário do pré-sal em 2027, envolvendo a venda de petróleo futuro da União. A receita é considerada decisiva para alcançar a meta de superávit primário de R$ 18,6 bilhões (0,13% do PIB) projetada no Orçamento, já que o valor esperado supera o próprio saldo positivo. Se concretizado, o resultado marcará o primeiro superávit primário das contas públicas desde 2022, cumprindo a promessa de entregar as finanças equilibradas após as eleições.

‌O governo prevê arrecadar R$22,4 bilhões com leilão extraordinário do pré-sal em 2027, segundo anexo do projeto de lei orçamentária enviado ao Congresso, receita que será crucial para atingir a meta de entregar o primeiro superávit primário efetivo em anos.

O governo ⁠do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a ‌reeleição em outubro, projetou na proposta orçamentária um superávit primário de R$18,6 bilhões no próximo ano, equivalente a 0,13% do ‌Produto Interno Bruto (PIB).

Ministros da área econômica ‌têm afirmado que Lula deixará ao próximo governo, independentemente ⁠de quem vencer as eleições, um Orçamento equilibrado e sem depender da aprovação de medidas adicionais pelo Congresso.

Na prática, contudo, o leilão do pré-sal será decisivo para o cumprimento da meta fiscal, uma vez que a arrecadação prevista supera o próprio ‌superávit calculado para o ano.

Uma fonte da equipe econômica confirmou, sob ‌condição de anonimato, ⁠a expectativa de ⁠ingresso dos recursos.

Uma segunda fonte familiarizada com o assunto afirmou que a ⁠operação prevista para 2027 envolverá ‌a venda de uma ‌previsão futura do petróleo da União.

Neste ano, o governo chegou a prever arrecadação de R$31 bilhões com um novo leilão extraordinário do pré-sal, amparado por lei aprovada em ⁠2025 que autorizou a União a alienar direitos e obrigações decorrentes de Acordos de Individualização da Produção (AIPs) em áreas do pré-sal. A estimativa, contudo, foi abandonada em maio com a desistência de realizar o leilão ‌este ano.

À época, o governo argumentou que o modelo de venda de direitos da União no pré-sal, utilizado no ano ⁠anterior, havia sido alvo de questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU), tornando necessária a retirada da receita projetada "até que o modelo de alienação do óleo esteja devidamente implementado".

Se confirmado o resultado fiscal estimado pelo governo para 2027, será o primeiro superávit primário desde 2022.

Integrantes da equipe econômica argumentam, porém, que o resultado de 2022 foi distorcido pelo adiamento do pagamento de parte dos precatórios após a aprovação, no governo do então presidente Jair Bolsonaro, de uma emenda constitucional que impôs limites ao desembolso com essas despesas judiciais.

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