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Dólar fecha abaixo dos R$5,15 com enfraquecimento das cotações também no exterior

6 jul 2026 - 18h21
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O dólar ‌perdeu força gradativamente no Brasil nesta segunda-feira e encerrou a sessão novamente abaixo dos R$5,15, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana ante parte das demais divisas no exterior, em um dia sem gatilhos fortes para as operações. 

O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,71%, aos ⁠R$5,1322. Essa é a menor cotação de fechamento desde 17 de junho, ‌quando atingiu R$5,1104. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,50% ante o real. 

Às 17h10, o dólar futuro para agosto -- atualmente ‌o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,80% ‌na B3, aos R$5,1675.

Após o feriado de sexta-feira nos EUA, ⁠que reduziu a liquidez nos mercados em todo o mundo, o dólar iniciou a segunda-feira em alta ante divisas fortes como o euro, a libra e o iene -- neste caso, com a moeda japonesa se mantendo próxima das menores cotações em 40 anos. O dólar também subia ante ‌boa parte das divisas de países emergentes.

No entanto, durante a manhã e ‌o início da tarde o ⁠dólar se enfraqueceu ⁠ante o euro, a libra e outras divisas -- incluindo o real, que liderou ⁠o ranking de ganhos ante a ‌moeda norte-americana durante a segunda ‌metade do dia.

"O dólar abriu para cima por conta de fatores técnicos e seguindo o exterior, mas esse cenário não foi suficiente para manter o real para baixo", comentou à tarde o diretor ⁠da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, citando um ambiente favorável ao risco no câmbio brasileiro.

"O petróleo está para baixo e as apostas de alta de juros nos EUA estão caindo", destacou.

Após marcar a cotação máxima intradia de R$5,1846 (+0,30%) às 9h02, logo ‌após a abertura, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1277 (-0,80%) às 15h53, em uma sessão de agenda esvaziada no Brasil e ⁠no exterior.

Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central revelou que a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim de 2026 seguiu em R$5,20 e para o encerramento de 2027 permaneceu em R$5,28. A inflação esperada para este ano foi de 5,33% para 5,30% e para o próximo passou de 4,17% para 4,18%.

Já a taxa básica Selic projetada para o fim deste ano seguiu em 14,00% e para o final do próximo ano em 12,00%. Atualmente a Selic está em 14,25%.

Às 17h10, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,01%, a 100,860.

(Edição de Pedro Fonseca e Isabel Versiani)

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