Dólar cai no Brasil em dia de agenda esvaziada
O dólar iniciou a sexta-feira, primeiro pregão do ano, em queda firme no Brasil, com o real apresentando um dos melhores desempenhos entre as divisas globais, em meio a uma agenda econômica esvaziada e liquidez reduzida após o feriado de Ano Novo.
Às 9h50, o dólar à vista caía 0,90%, a R$5,4398 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais líquido no Brasil -- recuava 0,76%, aos R$5,4770.
Com o menor volume de negócios, o desempenho da moeda acaba ficando mais volátil. No último pregão de 2025, na última terça-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 1,58%, aos R$5,4890, acumulando perda de 11,17% no ano, sob o impacto, principalmente, do nível elevado dos juros no Brasil, que favoreceu a entrada de capital no país.
Para 2026, a perspectiva dos analistas é de um cenário favorável para o real do ponto de vista externo, com a expectativa de corte nos juros do Federal Reserve, mas com a disputa eleitoral impondo limites.
Na cena política, as principais autoridades brasileiras seguem em recesso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou o Réveillon no Rio de Janeiro e deve retornar à Brasília na próxima semana. O ministro Fernando Haddad está em férias até 11 de janeiro.
No exterior, o dólar também recuava ante pares do real como o peso mexicano e o peso chileno.
O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,21%, a 98,452.
Na agenda econômica externa, o foco do dia é a divulgação da pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria para dezembro, compilado pela S&P Global, para uma série de economias.