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Dólar acompanha exterior e fecha com leve alta em dia de leilões do BC

27 ago 2026 - 17h19
(atualizado às 18h23)
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Resumo
O dólar fechou em leve alta de 0,21%, cotado a R$ 5,1641, acompanhando a valorização da moeda norte-americana frente a divisas emergentes no exterior. A sessão foi marcada por variações contidas, dados de déficit em transações correntes pior que o esperado no Brasil e por leilões simultâneos do Banco Central, que movimentaram US$ 1 bilhão para fornecer liquidez ao mercado sem impactar diretamente as cotações. Investidores também monitoraram o simpósio de Jackson Hole e balanços corporativos nos EUA.

O dólar ‌fechou a quinta-feira com leve alta ante o real, em sintonia com o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, em uma sessão marcada no Brasil por variações contidas e por dois leilões cambiais do Banco Central.

O dólar à vista encerrou o ⁠dia com alta de 0,21%, aos R$5,1641. No ano, a divisa ‌passou a acumular baixa de 5,92%.

Às 17h02, o dólar futuro para setembro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,28% na B3, ‌aos R$5,1660.

No início da sessão o Banco ‌Central vendeu, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda ⁠à vista e 20.000 contratos (US$1 bilhão) de swap cambial reverso -- neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.

As duas operações simultâneas são conhecidas como "casadão" pelos investidores e dão liquidez ao mercado. O efeito delas sobre as cotações do dólar é, ‌em tese, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ‌ponta e comprou US$1 ⁠bilhão em outra.

No ⁠exterior, parte das atenções esteve voltada para a reação dos investidores à divulgação ⁠de resultados da gigante de tecnologia ‌norte-americana Nvidia, que na ‌noite de quarta-feira previu receitas acima das estimativas para o terceiro trimestre.

Além disso, os agentes monitoraram o início da conferência de Jackson Hole (EUA), onde o chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, deve discursar ⁠na sexta-feira.

Ao longo do dia, o dólar se firmou em alta ante divisas emergentes como o peso colombiano, o peso chileno, o rand sul-africano e o próprio real -- ainda que as variações no Brasil fossem contidas.

Após marcar a cotação mínima ‌de R$5,1418 (-0,22%) às 9h09, minutos antes do "casadão" do BC, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1765 (+0,45%) às 12h23.

"(O dólar ficou) ⁠meio de lado, mas com algum movimento de compra mais preponderante", resumiu o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo. "(O real) vem na mesma mão que a maior parte das emergentes hoje, que se desvalorizam", acrescentou.

Pela manhã, o BC informou que o Brasil teve déficit em transações correntes de US$8,110 bilhões em julho, ante expectativa de US$6,6 bilhões de déficit entre os economistas em pesquisa da Reuters. Na outra ponta, os investimentos diretos no país somaram US$7,460 bilhões, contra projeção de US$7,92 bilhões.

No exterior, às 17h06 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,02%, a 99,137.

(Edição de Pedro Fonseca)

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