Retrofit e exclusividade impulsionam o mercado imobiliário
Empreendimentos da BGRE trazem revitalização para o centro do Rio e a zona sul de SP; lançamento da Tegra leva superluxo para a Barra da Tijuca
A BGRE tem se destacado no mercado imobiliário com projetos premiados focados em retrofit e exclusividade. As iniciativas incluem a conversão do histórico Edifício Glória em residencial no Rio e a reativação urbana do Parque da Cidade em São Paulo, que reduziu sua vacância para 2%. O grupo também celebra o sucesso de vendas do luxuoso condomínio Riio by Piero Lissoni, na Barra da Tijuca, e a premiação internacional Prix d'Excellence concedida ao edifício corporativo Arquipeo, na capital paulista.
Uma mesma palavra identifica dois prêmios da BGRE, antiga Brookfield Properties. O Cena Carioca é o retrofit de um ícone da Cinelândia do Rio, com a restauração do Edifício Glória, inaugurado em 1925. Outro é o retrofit urbanístico e ambiental do Parque da Cidade, em São Paulo, construído em pleno século 21, que passou por reativação urbana.
O centenário Edifício Glória, convertido em torre residencial destinada à locação, introduz o modelo multifamily da BGRE no mercado carioca. A fachada, tombada pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), foi integralmente preservada e o interior sofreu reconfiguração total. São 119 unidades mobiliadas, entre 23 m² e 53 m².
No Rio, há o movimento de reocupação residencial com o programa Reviver Centro. Lançado em 2021, oferece benefícios fiscais e estímulos ao retrofit, colocando a habitação como eixo da revitalização.
Para Fábio Morais, vice-presidente da BGRE, o Cena Carioca representa a transformação. "Preserva a identidade de um imóvel histórico, mas lhe dá um novo uso e traz de volta a moradia para o centro do Rio", diz, referindo-se ao prédio centenário, 100% revitalizado, mantendo sua fachada histórica. "Um residencial novo e completo no coração da cidade."
Em seu portfólio, a Brookfield tem mais de seis mil unidades multifamily. Em São Paulo, sua principal praça, um destaque é o Una Residencial, de alto padrão, no Parque da Cidade.
Além do residencial multifamily, o Parque da Cidade reúne cinco torres corporativas, uma de salas comerciais, dois edifícios de apartamentos, shopping center e hotel. "Somos responsáveis pela gestão de 137 mil m² de área locável", diz Hilton Rejman, presidente da BGRE, que assumiu parte do empreendimento multiúso em 2022, quando a Brookfield Asset Management comprou 12 prédios da BR Properties, em São Paulo e no Rio, numa transação de R$ 5,9 bilhões.
Projeto arrojado, cuja construção, iniciada em 2010, foi concluída em 2020, o Parque da Cidade perdeu atratividade no pós-pandemia. Ali, a taxa de vacância bateu 60%, enquanto a média dos escritórios corporativos A e AAA era de 21%.
Segundo Rejman, faltava integração entre shopping, hotel, escritório, residencial e varejo. Para a revitalização, a BGRE investiu R$ 20 milhões em infraestrutura, retrofit das áreas comuns, revitalização dos espaços externos e fortalecimento da integração entre os diferentes usos do complexo.
"Revitalizamos o paisagismo com recuperação do lago e instalação de chafarizes. Nas torres corporativas, lobbies renovados e novos espaços de convivência", conta. O complexo atraiu restaurantes, cafés, quiosques e abriu alameda de serviços com microempreendedores. O objetivo foi reposicionar o lugar como um destino urbano completo, integrando trabalho, serviços, gastronomia, lazer e convivência. "Como resultado, elevamos a ocupação para 98%, reduzindo a vacância de mais de 60% para apenas 2% ao final de 2025", afirma.
Luxo nas alturas
O prêmio Soluções Arquitetônicas foi para a Tegra, incorporadora do grupo Brookfield no Brasil, com Riio by Piero Lissoni. Em terreno de 30 mil m², na Barra da Tijuca, o condomínio terá nove edifícios com vista para o mar ou para o campo de golfe.
Lançado em outubro, com VGV de R$ 2,2 bilhões, une design italiano à brasilidade do litoral carioca, afirma o diretor de incorporação, Felipe Shalders, citando "o conceito quiet luxury", assinado por Piero Lissoni & Partners, escritório fundado em Milão.
Com 132 apartamentos (de 262 m² a 1.042 m²), o preço é de R$ 34 mil a R$ 54 mil por m². "Estabelece um novo benchmark", diz Shalders, justificando o valor. "Tem 30 mil m² de terreno, densidade baixa, assinatura internacional, lazer e serviços inéditos na orla."
Além dos equipamentos de lazer, a comissão julgadora elogiou soluções técnicas, espelhos d'água e o cinturão verde. "Um projeto único para um terreno único, inseridos na natureza que os circunda", diz o júri.
Com preço de R$ 9 milhões a R$ 58 milhões, foram vendidas 32% das unidades. "Um sucesso", declara Shalders. "Para um produto de altíssimo luxo com VGV tão expressivo e tíquete elevado, esse ritmo de absorção comprova a assertividade do conceito, a força da parceria com Piero Lissoni e a raridade do terreno." l
Edifício corporativo recebe o Prix d'Excellence
Projetos que ganham o Master Imobiliário na categoria Empreendimento podem se candidatar ao Prix d'Excellence, prêmio do congresso mundial da Fiabci. Foi o que ocorreu com o Arquipeo, empreendimento de alto padrão corporativo (Triple A), com arquitetura de Gustavo Utrabo e desenvolvido pela BGRE, antiga Brookfield Properties, que ganhou o Fiabci World Prix d'Excellence 2026.
Hilton Rejman, presidente da BGRE, celebra a conquista do World Silver Winner na categoria de Edifício Comercial. "Agora, o Arquipeo é reconhecido mundialmente por sua excelência em concepção, desenvolvimento e execução."
Presente no congresso mundial da Fiabci, em junho, em Viena, na Áustria, Flavio Amary, presidente da Fiabci-Brasil, diz que o prêmio é uma forma de reconhecimento à excelência dos projetos brasileiros. "Além de se tornar ícone mundial, mudou a região onde foi erguido", afirma o presidente do Secovi-SP, Jorge Cury.
Premiado com o Master Imobiliário no ano passado por sustentabilidade, inovação arquitetônica e requalificação de bairro, o Arquipeo foi construído pela Rocontec na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo.
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